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ATIVO OCULTO

Justiça determina desbloqueio de valores e imóveis de familiares de Sandro Louco

Decisão judicial beneficia Irene Pinto Rabelo Holanda e outros absolvidos da Operação Ativo Oculto, ligada ao Comando Vermelho em Cuiabá e Várzea Grande

Conteúdo Hipernotícias
Da Redação

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou o desbloqueio de valores e a baixa de restrição de imóveis de Irene Pinto Rabelo Holanda, mãe de Sandro Rabelo, o “Sandro Louco”, além de outros investigados que foram absolvidos, em maio de 2025, das acusações de lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho (CV). A decisão, desta quinta-feira (28), atendeu pedidos apresentados por réus e seus advogados após a conclusão de investigações e o cumprimento de sentença absolutória.

“Verifica-se que a decisão embargada se revelou omissa quanto ao exame do pedido de desbloqueio de valores por meio do Sistema Sisbajud, razão pela qual impõe-se o acolhimento parcial dos embargos de declaração”, destacou o juiz.

Conforme consta no processo, Irene foi beneficiada com o desbloqueio de R$ 79.317,18. Além dela, Luiz Marcelo Gomes dos Santos, com R$ 217,82; Talita Liandra Barbosa Mathias dos Santos, com R$ 12.243,80; e Marcelo Augusto Gomes Pinto, com R$ 17.159,20. Para efetivação dos pagamentos, os réus devem informar dados bancários e demais informações pessoais aos respectivos cartórios. Nenhum valor foi localizado em nome de Alessandra Rabelo Uskzo dos Santos, prima de Sandro Louco, neste procedimento.

Além do desbloqueio de valores, a decisão judicial determinou a baixa de restrições de imóveis por meio do Sistema Renajud. Entre os imóveis liberados estão: três propriedades de Irene Pinto Rabelo Holanda em Cuiabá, no Pedra 90, um lote de Laura Verônica Alves Souza, ex-esposa do líder do CV, e um apartamento de Talita Liandra Barbosa Mathias dos Santos em Várzea Grande.

LEIA MAIS: Ministro mantém ação contra prima de Sandro Louco acusada de lavar dinheiro do CV

ATIVO OCULTO

A Operação Ativo Oculto, deflagrada pelo Gaeco em março de 2023, revelou um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho em Mato Grosso. O líder da facção, Sandro Louco, já cumpre mais de 200 anos de prisão, mas segundo as investigações, continuava a comandar operações financeiras por meio de familiares e pessoas próximas. Parentes estiveram envolvidos como a própria mãe, acusada de ocultar bens, mas absolvida por falta de provas, assim como sua prima, Alessandra Rabelo Uszko dos Santos

Já sua esposa, Thaisa Souza de Almeida Silva Rabelo foi condenada a 4 anos e 8 meses por lavagem de dinheiro. Ela teria adquirido imóveis de luxo e feito pagamentos em espécie para ocultar a origem dos recursos. Laura Verônica Alves Souza, sua ex-companheira, também foi citada nas investigações como possível colaboradora no esquema.

 

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