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CHACINA DE SORRISO

HNT TV: Viúvo vai recorrer de decisão que suspendeu indenização de R$ 40 milhões

Regivaldo Cardoso rebateu críticas, negando que tenha a intenção de enriquecer as custas da morte da família e justificou que objetivo seja o de conscientizar soltura de assassino

Conteúdo Hipernotícias
Da Redação

O viúvo da chacina de Sorriso, Regivaldo Cardoso, afirmou que irá recorrer da decisão que anulou pedido de indenização de R$ 40 milhões pelas mortes da esposa e três filhas. Ele rebateu críticas, negando que sua intenção seja a "enriquecer as custas da morte da família" e justificou que o seu objetivo é de conscientizar o Estado pelo pedreiro condenado pelos assassinatos, Gilberto Rodrigues dos Anjos, estar solto à época que o crime foi cometido.

"Eu não queria entrar na Justiça, não tem dinheiro que vai trazer elas de volta, não é isso. Só que eu queria que houvesse uma punição", falou ao HNT TV Entrevista.  

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O pedreiro foi preso em 2014 pelo latrocínio do jornalista Osni Mendes Araújo. Foram cinco meses de reclusão. Ele foi liberado em junho daquele ano depois do juiz aceitar recurso da defesa pela demora na conclusão do inquérito. Em setembro, ele foi condenado por latrocínio e seguiu foragido até novembro de 2023 após matar Cleci Calvi Cardoso, de 46 anos; Miliane Calvi Cardoso, de 19 anos; Manuela Calvi Cardoso, 12 anos e Melissa Gabriela Cardoso, de 10 anos.

Regivaldo destacou que o pedreiro não tinha identidade. Ele usava documentação assinada por um agente da Polícia Civil ao ser solto. "O cara tava com mandado de prisão em aberto, por isso a gente está questionando o Estado. Como que o cara tava com documento da Polícia Civil?".

No entanto, o Judicário não acolheu as argumentações dos advogados do viúvo e consideraram o processo indevido. Regivaldo garantiu que vai recorrer até a última instância. 

"Está na mão dos advogados. Eu confio plenamente no dr. Conrado. Falei para ele que se há meios, toca em frente. E não é questão de dinheiro. Eu já recebi críticas por isso. Mas é a questão da punição do Estado, porque aconteceu com as minhas. Daqui um dia acontece com outras crianças, com outras pessoas, com outras mulheres", concluiu. 

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