O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta segunda-feira (26/1), o envio de Tom Homan, ex-chefe do ICE, conhecido como o “czar da fronteira” de seu governo, para o estado de Minnesota.
A decisão ocorre em meio a forte pressão política após uma segunda morte registrada durante operações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Mineápolis, episódio que intensificou protestos e críticas à política migratória federal.
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Quem é Tom Homan
Tom Homan, de 63 anos, é um ex-agente da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos, e foi nomeado por Trump para comandar a política migratória logo no início do segundo mandato.
Ele é o primeiro a ocupar formalmente o cargo de “czar da fronteira”, função que não existia no primeiro governo do republicano.
Durante o primeiro mandato de Trump, atuou como diretor interino do ICE, cargo no qual se tornou uma das figuras mais associadas à política migratória linha-dura do governo republicano.
Na nova era Trump, ele ficou responsável pela fiscalização das fronteiras terrestre, marítima e aérea, além da coordenação direta das operações do ICE.
Segundo Homan, as ações têm como foco inicial imigrantes em situação irregular com condenações criminais, mas ele admite a possibilidade de prisões “colaterais” de pessoas sem antecedentes.
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que Homan atuará diretamente no estado para coordenar as ações federais.
“Enviarei Tom Homan a Minnesota esta noite. Ele não tem experiência nessa região, mas conhece e gosta de muitas pessoas de lá. Tom é rigoroso, mas justo, e se reportará diretamente a mim”, escreveu o presidente.
“Tom Homan está em uma posição única para se concentrar exclusivamente em Minnesota e enfrentar os problemas criados pela falta de cooperação das autoridades estaduais e locais”, disse.
Homan foi um dos principais defensores da política de “tolerância zero” implementada durante o primeiro mandato de Trump, que resultou na separação de milhares de crianças migrantes de seus pais na fronteira com o México. Estima-se que entre 2017 e 2021 ao menos 3,9 mil crianças tenham sido separadas das famílias.























