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Dedo no gatilho

Porta-aviões dos EUA chega ao Oriente Médio após Trump ameaçar o Irã

Nas última semanas, Donald Trump ameaçou uma interferência dos EUA no Irã em resposta a repressão contra manifestações no país persa

Administração

 

Metrópoles
Foto-Folha UOL

 

 

O porta-aviões USS Abraham Lincoln, o segundo maior da frota norte-americana, foi enviado ao Oriente Médio em meio a tensões entre Estados Unidos e Irã. A informação foi confirmada pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM) nesta segunda-feira (26/1). 

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Em uma publicação na rede social X, o braço militar norte-americano na região informou que o navio de guerra está, atualmente, no Oceano Índico.

“O Grupo de Ataque do porta-aviões Abraham Lincoln está atualmente destacado no Oriente Médio para promover a segurança e a estabilidade regional”, informou o CENTCOM.

A movimentação militar surge semanas após as recentes tensões entre Washington e Teerã. Desde o início do ano, manifestantes iranianos tomaram as ruas do país em protestos contra o governo do aiatolá Ali Khamenei, e a grave situação econômica do Irã. 

Por conta da violência, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA poderiam intervir no Irã, com o objetivo de evitar a morte de manifestantes. O líder norte-americano, contudo, recuou alegando que os assassinatos durante os protestos estavam “parando”.

Ainda assim, na última semana ele anunciou que acompanhava a situação de perto, e revelou que uma frota de navio de guerra estavam sendo enviados para as proximidades do Irã.

Onda de violência

Depois dos atos se inflamarem, confrontos foram registrados entre civis e forças de segurança, que buscavam reprimir os gestos contrários à administração teocrática do país.

Segundo organizações internacionais ligadas aos direitos humanos, 5.848 pessoas morreram nos últimos 29 dias, em decorrência das manifestações. Deste número, informou a ONG Ativistas de Direitos Humanos no Irã (HRA), 5.520 eram civis, incluindo 77 crianças. As outras 77 vítimas fatais seriam ligadas as forças de segurança iranianas.

O número é contestado pelo governo iraniano, que admitiu a morte de 3.117 pessoas — sendo que a maioria, 2.427, seriam militares. 

Assim como o número de vítimas fatais, Teerã também tem questionado a onda de manifestações. De acordo com autoridades locais, incluindo o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, as manifestações são patrocinadas por Washington com o objetivo de desestabilizar o país.

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