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Ciência

Estudo encontra dinossauro do tamanho de um T-Rex nos Estados Unidos

Espécie de dinossauro herbívoro que poderia alcançar 12 metros de comprimento foi encontrada por pesquisadores no Novo México

Administração

 
Metrópoles
Foto-O Globo
 

Uma equipe internacional de paleontólogos descobriu uma nova espécie de dinossauro gigante, o Ahshislesaurus wimani, após escavações no Novo México, nos Estados Unidos. A espécie é um herbívoro de grandes proporções, e acredita-se que podia alcançar 12 metros de comprimento, o mesmo tamanho aproximado de um tiranossauro (Tyrannosaurus rex). 

A ossada de 75 milhões de anos foi originalmente encontrada em 1916, mas por décadas foi considerada como pertencente a outras espécies da mesma família de animais, o que foi corrigido no estudo publicado em outubro passado na revista Cultural Anthropology.

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A espécie faz parte da família dos hadrossaurídeos, um grupo de animais herbívoros com bico de pato, que inclui diversas outras espécies, a maioria de animais de grande porte. “Eles estiveram entre os dinossauros mais abundantes dos ecossistemas terrestres do Cretáceo Superior por cerca de 20 milhões de anos”, disse Sebastian Dalman, paleontólogo da Universidade Estadual de Montana e principal autor do estudo, em comunicado à imprensa. 

Dinossauro novo foi classificado por 90 anos de forma errada

Anteriormente classificada ainda em 1935 como um Kritosaurus navajovius, o animal teve características particulares identificadas no estudo que correspondem à nova espécie. O animal foi descrito a partir de um crânio incompleto, grupos de dentições, vértebras cervicais e outros ossos.

“De forma geral, os crânios são realmente a base para identificar diferenças entre os animais. Quando você tem um crânio e percebe diferenças, isso tem mais peso do que, digamos, encontrar um osso do dedo do pé que parece diferente dos demais”, completou Anthony Fiorillo, coautor do estudo e diretor executivo do Museu de História Natural e Ciência do Novo México. 

Os pesquisadores trabalham com a hipótese de que os ossos dessa nova espécie foram encontrados de forma tão fragmentária por que os animais passaram pela região em uma rota de migração, provavelmente em busca de temperaturas mais agradáveis com mudanças térmicas que moldaram a pré-história.

“Durante um desses eventos, os ancestrais do novo hadrossauro migraram para o norte, substituindo outro grupo de hadrossauros, enquanto outros também se espalharam pela América do Sul. Mais tarde, esses grupos se reencontraram e dividiram as linhagens genéticas. Isso mostrou que esse grupo não apenas explodiu em diversidade por todo o continente em um determinado momento, mas também contribuiu para a dispersão mundial desse grupo no Cretáceo Superior”, conclui Edward Malinzak, professor de biologia na Penn State Lehigh Valley, um dos responsáveis pelo estudo. 

 

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