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Agronegócio brasileiro comemora de forma ponderada acordo Mercosul-UE

Sociedade Rural aponta limites comerciais e lembra que Europa não é prioridade de mercado

Administração

 

A Sociedade Rural Brasileira avaliou como positivo o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia, mas destacou que os efeitos práticos para o agronegócio brasileiro tendem a ser restritos. A posição foi divulgada em nota nesta segunda-feira (12).

Segundo a organização, o entendimento tem relevância estratégica e geopolítica, ao reforçar alianças internacionais e ampliar a previsibilidade das regras comerciais, após mais de 25 anos de negociações entre os blocos. No entanto, a SRB afirma que o acordo não deve gerar ganhos expressivos no curto prazo para o produtor rural brasileiro. 

O presidente da SRB, Sérgio Bortolozzo, afirmou que a Europa não é o principal mercado do agro nacional. De acordo com ele, o foco atual das exportações brasileiras está concentrado em regiões como Ásia, Oceania, África e Oriente Médio, o que limita o impacto comercial direto do acordo com o bloco europeu.

 
A instituição também observa que a União Europeia reconhece a competitividade do Brasil no fornecimento de commodities agrícolas, mas há pouca concorrência em produtos agroindustriais de maior valor agregado. 

Além disso, ressalta que o acordo prevê cotas restritas para diversos itens e mecanismos de salvaguarda que podem ser acionados caso os volumes exportados ultrapassem determinados limites, o que reduz o potencial de expansão das vendas brasileiras ao mercado europeu

Apesar das limitações, a SRB avalia que a assinatura do acordo é relevante para inserir o Mercosul em um contexto mais amplo de integração internacional e pode abrir, de forma gradual, novas oportunidades comerciais no longo prazo. 

A sociedade também destaca que o debate recente na Europa foi marcado por pressões internas de agricultores europeus e pelo fortalecimento de políticas protecionistas no continente.

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