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Autoridades européias repudiam

Trump afirma que EUA terão Groenlândia "de um jeito ou de outro"

Segundo o líder americano, se os Estados Unidos não tomarem o território dinamarquês, "a Rússia ou a China o farão"

Administração

 
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou no domingo (11) que os EUA terão a Groenlândia "de um jeito ou de outro".

 

"Claro que adoraria fazer um acordo com eles. É mais fácil. De um jeito ou de outro, vamos ficar com a Groenlândia", afirmou Trump para repórteres a bordo do Air Force One, no trajeto de volta da Flórida para a Casa Branca. 

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A declaração reforça outras falas recorrentes do líder sobre tornar a ilha um território americano. Autoridades europeias já repudiaram a posição do presidente.

Durante a conversa, o presidente também zombou da defesa da ilha comparando-a com “dois trenós puxados por cães”.

O líder e sua equipe estão "discutindo como seria uma possível compra" do território, segundo uma porta-voz da Casa Branca, apesar da insistência da Dinamarca de que a ilha não está à venda.

O presidente argumenta que o território é fundamental para a estratégia militar americana e diz que a Dinamarca não fez o suficiente para protegê-lo.

A operação militar dos Estados Unidos, que capturou o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, reacendeu preocupações de que a Groenlândia poderia enfrentar um cenário semelhante.

Por que Trump quer a Groenlândia?

A localização estratégica e os recursos da Groenlândia poderiam beneficiar os EUA.

A região fica na rota mais curta da Europa para a América do Norte, o que é vital para o sistema de alerta de mísseis balísticos dos EUA.

Os Estados Unidos expressaram interesse em expandir sua presença militar na ilha ártica, incluindo a instalação de radares para monitorar as águas entre a ilha, a Islândia e a Grã-Bretanha, utilizadas por navios da marinha russa e submarinos nucleares.

Em dezembro, Trump disse a repórteres: "Precisamos da Groenlândia para a segurança nacional, não para minerais... Se você olhar para a Groenlândia, para cima e para baixo na costa, verá navios russos e chineses por toda parte." 

Dados de navegação mostram que a maior parte da navegação chinesa em águas árticas ocorre no Ártico do Pacífico e na Rota Marítima do Norte, perto da Rússia.

A maior parte da navegação russa no Ártico ocorre ao longo da costa da Rússia, embora analistas afirmem que submarinos russos frequentemente navegam pelas águas entre a Groenlândia, a Islândia e o Reino Unido.

De forma mais ampla, o Ártico está se tornando cada vez mais militarizado, com os países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a China e a Rússia expandindo suas atividades na região.

A ilha, cuja capital, Nuuk, está mais próxima de Nova York do que a capital dinamarquesa, Copenhague, possui riquezas em minerais, petróleo e gás natural.

Mas, o desenvolvimento tem sido lento e a mineração recebeu investimentos americanos muito limitados.

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