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Com menor pegada de carbono

Bunge e Mantiqueira fecham acordo para fornecimento de soja sustentável

O insumo será utilizado na produção de ração para as aves poedeiras das unidades da Mantiqueira, uma das maiores produtoras de ovos da América do Sul

Administração

por João Souza - Repórter de Negócios

acordo Bunge Mantiqueira soja coloca a commodity mais importante do agronegócio brasileiro no centro de uma transformação estrutural que une sustentabilidade, rastreabilidade e inovação tecnológica. Em um movimento alinhado às exigências globais por cadeias produtivas mais limpas, Bunge e Mantiqueira Brasil fecharam um acordo comercial para o fornecimento de 12 mil toneladas de farelo de soja com menor pegada de carbono, totalmente rastreável e produzido sob práticas de agricultura regenerativa.

O insumo será utilizado na produção de ração para as aves poedeiras das unidades da Mantiqueira, uma das maiores produtoras de ovos da América do Sul. A iniciativa reforça a convergência entre o agronegócio tradicional e as novas demandas de mercado, que priorizam responsabilidade ambiental, transparência e eficiência produtiva.

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Mais do que um contrato de fornecimento, o acordo Bunge Mantiqueira soja representa um passo relevante na consolidação de modelos de economia circular no campo, conectando produção agrícola sustentável, tecnologia de monitoramento ambiental e integração entre agricultura e produção animal.

A soja como pilar estratégico do agronegócio brasileiro

A soja ocupa posição central na economia agrícola do Brasil, sendo responsável por uma parcela significativa das exportações e do superávit comercial do país. Além de seu papel como grão, o farelo de soja é essencial para a produção de ração animal, especialmente nos segmentos de aves e suínos.

No contexto atual, a acordo Bunge Mantiqueira soja surge como resposta a um cenário de crescente pressão internacional por redução de emissões, rastreabilidade da produção e comprovação de boas práticas ambientais. Grandes compradores globais e investidores têm exigido dados concretos sobre a origem dos produtos e seu impacto ambiental ao longo de toda a cadeia produtiva.

Ao adotar soja proveniente de fazendas que seguem princípios de agricultura regenerativa, o acordo fortalece a imagem do agronegócio brasileiro como protagonista da transição para modelos produtivos mais sustentáveis.

Agricultura regenerativa como base do fornecimento

Um dos pilares centrais do acordo Bunge Mantiqueira soja é a adoção de práticas de agricultura regenerativa nas fazendas fornecedoras. Esse modelo vai além da sustentabilidade convencional, buscando não apenas reduzir impactos negativos, mas regenerar os ecossistemas agrícolas.

Entre os principais objetivos da agricultura regenerativa estão:

  • Melhoria da saúde do solo

  • Aumento da biodiversidade local

  • Maior retenção de água

  • Ampliação do estoque de carbono no solo

  • Redução do uso de insumos químicos

A soja utilizada no farelo fornecido à Mantiqueira é cultivada em propriedades que participam do Programa de Agricultura Regenerativa da Bunge, iniciativa que coleta dados primários diretamente nas fazendas e acompanha indicadores ambientais e produtivos ao longo do tempo.

Esse modelo permite maior previsibilidade de resultados, ganhos de eficiência e, sobretudo, geração de valor ambiental mensurável.

Rastreabilidade total da cadeia produtiva

A rastreabilidade é outro elemento-chave do acordo Bunge Mantiqueira soja. Em um ambiente de negócios cada vez mais regulado, a capacidade de rastrear um produto desde a fazenda até o consumidor final tornou-se um diferencial competitivo.

No acordo, a rastreabilidade é garantida por uma plataforma tecnológica baseada em blockchain, que consolida informações detalhadas sobre cada etapa do processo produtivo. Esse sistema assegura a integridade dos dados e permite auditorias independentes, reforçando a credibilidade das informações.

A tecnologia aplicada ao monitoramento da cadeia da soja possibilita:

  • Transparência sobre a origem do grão

  • Controle de práticas agrícolas adotadas

  • Monitoramento de indicadores ambientais

  • Comprovação da redução da pegada de carbono

Com isso, o farelo de soja fornecido passa a atender padrões internacionais cada vez mais rigorosos.

Soja com menor pegada de carbono monitorada

Um dos principais diferenciais do acordo Bunge Mantiqueira soja está na redução significativa da pegada de carbono do farelo fornecido. Segundo estimativas das empresas envolvidas, o indicador ambiental do produto é entre 40% e 70% inferior à média brasileira.

Esse cálculo considera metodologias amplamente reconhecidas no mercado internacional, como EcoInvent, GFLI e AgriFootprint, garantindo comparabilidade e credibilidade aos números apresentados. Além disso, os dados são auditados por uma terceira parte independente, reforçando o compromisso com a transparência.

A redução da pegada de carbono é resultado direto da combinação de práticas agrícolas regenerativas, gestão eficiente de insumos e monitoramento contínuo ao longo da cadeia produtiva.

Impactos para a Mantiqueira Brasil

Para a Mantiqueira Brasil, o acordo Bunge Mantiqueira soja representa um avanço estratégico em sua política ambiental e de governança. Ao utilizar farelo de soja com menor impacto ambiental na ração de suas aves, a empresa fortalece sua posição como referência em produção sustentável de ovos.

A iniciativa atende às expectativas de consumidores cada vez mais atentos à origem dos alimentos e às práticas adotadas pelas empresas. Além disso, contribui para a redução das emissões indiretas da companhia, um fator relevante em relatórios de sustentabilidade e compromissos climáticos.

A rastreabilidade da ração também permite maior controle de qualidade e segurança alimentar, elementos fundamentais para o setor de proteína animal.

Economia circular e integração entre produção animal e agricultura

Outro ponto de destaque do acordo Bunge Mantiqueira soja é a incorporação de um projeto piloto de economia circular no campo. Além do fornecimento do farelo de soja, a parceria inclui o uso do fertilizante orgânico Solobom, produzido a partir do esterco das galinhas poedeiras da Mantiqueira.

Esse fertilizante foi aplicado inicialmente em áreas de milho safrinha, com cerca de 100 toneladas utilizadas nos testes. Os resultados iniciais indicam potencial para expansão do uso em outras culturas, ampliando a integração entre produção animal e agricultura regenerativa.

Esse modelo reduz desperdícios, fecha ciclos de nutrientes e contribui para a redução do uso de fertilizantes químicos, gerando benefícios econômicos e ambientais.

Estratégia corporativa e alinhamento às exigências do mercado

Do ponto de vista estratégico, o acordo Bunge Mantiqueira soja reforça a atuação da Bunge como fornecedora global de soluções agrícolas sustentáveis. A empresa tem ampliado investimentos em programas que conectam produtores rurais, tecnologia e demandas de grandes clientes.

Ao alinhar oferta agrícola responsável com metas ambientais e exigências crescentes do mercado, a companhia se posiciona de forma competitiva em um cenário de transição energética e climática.

Para a Mantiqueira, o acordo fortalece a imagem institucional e amplia a capacidade de atender mercados premium, tanto no Brasil quanto no exterior.

Relevância do acordo para o agronegócio brasileiro

acordo Bunge Mantiqueira soja vai além de uma parceria bilateral e sinaliza uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro. A adoção de práticas regenerativas, a rastreabilidade via tecnologia e a integração de cadeias produtivas tendem a se tornar padrão nos próximos anos.

Esse movimento é impulsionado por:

  • Pressão de mercados internacionais

  • Exigências regulatórias mais rigorosas

  • Demanda crescente por alimentos sustentáveis

  • Busca por diferenciação competitiva

Ao liderar esse processo, empresas como Bunge e Mantiqueira contribuem para reposicionar o Brasil como fornecedor confiável de alimentos produzidos com responsabilidade ambiental.

Perspectivas futuras para a soja sustentável

A expectativa é que iniciativas semelhantes ao acordo Bunge Mantiqueira soja se multipliquem, ampliando o volume de soja produzida sob critérios ambientais mais rígidos. O avanço da tecnologia, aliado à profissionalização da gestão no campo, tende a reduzir custos e aumentar a viabilidade econômica desses modelos.

No médio e longo prazo, a consolidação da agricultura regenerativa pode gerar ganhos significativos de produtividade, resiliência climática e valorização dos produtos brasileiros no mercado global.

acordo Bunge Mantiqueira soja marca um capítulo relevante na evolução do agronegócio nacional. Ao unir sustentabilidade, rastreabilidade, tecnologia e economia circular, a parceria estabelece um novo padrão para a produção e o uso da soja no Brasil.

Mais do que atender às demandas atuais do mercado, o acordo antecipa tendências e posiciona as empresas envolvidas na vanguarda de um setor em transformação. Em um cenário de desafios climáticos e exigências crescentes por transparência, iniciativas como essa tendem a definir o futuro da produção agrícola e alimentar no país.

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