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DENÚNCIA

Mãe de prefeito é denunciada pelo filho por aplicar golpes para apostar no jogo do 'Tigrinho' em MT

Até o momento, oito vítimas já compareceram à delegacia

G1MT

A Polícia Civil realizou a Operação Vínculo Quebrado contra a mãe do prefeito de Nossa Senhora do Livramento, Thiago Gonçalo Lunguinho de Almeida (União), suspeita de aplicar golpes financeiros usando o nome do filho para bancar apostas em jogos de azar, nesta terça-feira (27). Segundo a polícia, o prejuízo às vítimas ultrapassa R$ 913 mil.

As investigações realizadas pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande (DEEVG), apontam que a suspeita alegava que os valores seriam investidos em empresas supostamente prestadoras de serviços ao município. A estratégia, de acordo com a polícia, tinha o objetivo de conferir credibilidade à proposta e atrair investidores.

Segundo a Polícia Civil, a suspeita convencia as vítimas de que administrava empresas que teriam vencido licitações municipais, o que não se confirmou. As apurações apontam que os golpes ocorriam desde o fim de 2024, com promessas de lucros elevados. No entanto, a investigada estava severamente endividada, em razão de vício em jogos on-line.

Ainda conforme a polícia, a mulher obteve dinheiro tanto das vítimas quanto de agiotas e, para tentar reduzir as cobranças, realizava pagamentos alternados, até que, no final de 2025, não conseguiu mais sustentar o esquema.

A ação impôs uma série de medidas cautelares a investigada como a proibição de frequentar determinados locais, incluindo o estabelecimento comercial de sua propriedade, além da proibição de se aproximar ou manter contato com as vítimas, exceto por meio de advogado.

Outras medidas cautelares impostas, foram: 

  • Monitoração eletrônica, com uso de tornozeleira;
  • Restrição de mobilidade internacional, com apreensão do passaporte;
  • Proibição de cadastro em sistemas de apostas on-line;
  • Bloqueio e sequestro de valores em contas bancárias, até o limite de R$ 1 milhão;

 A suspeita deverá ainda comparecer à Justiça a cada três meses e ficar em casa durante ao período noturno.

Ao g1, o delegado responsável pelo caso, André Monteiro, informou que, até o momento, 14 possíveis vítimas foram localizadas. Deste total, nove pessoas decidiram representar criminalmente contra a investigada, sendo oito por estelionato e uma por falsa identidade. Até o momento, apenas oito vítimas compareceram à delegacia.

A mulher foi indiciada pelos crimes de estelionato e falsa identidade, já que teria utilizado indevidamente o nome do próprio filho, que é apontado como vítima neste momento da investigação, para viabilizar os golpes.

A decisão judicial também busca impedir a continuidade da prática de jogos on-line, com base em regulamentação do Ministério da Fazenda, que estabelece diretrizes de monitoramento e fiscalização de apostas.

 

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