A deputada estadual Janaina Riva (MDB) e vereadora Michelly Alencar (UB) endureceram o discuso após o assassinato brutal de Estefany Pereira Soares, de 17 anos, em manifestações nas redes sociais e em plenário nesta quinta-feira (12). A jovem foi encontrada morta dentro de um córrego no bairro Três Barras, em Cuiabá, nesta quarta-feira (11), e o principal suspeito do crime é o irmão da vítima, Marcos Pereira Soares, conhecido como Marquinhos, que foi preso na região do CPA, depois do corpo ser encontrado.
Riva postou um vídeo no qual classificou o momento como uma “quarta-feira sangrenta” para as mulheres mato-grossenses, em referência não apenas ao caso da adolescente, mas de Gabia Socorro da Silva, morta supostamente pelo ex-companheiro em São José do Xingu (a 931 km de Cuiabá), também nesta quarta.
Para a parlamentar, os casos evidenciam falhas na atuação do poder público e também da sociedade. “Existe negligência evidente dos entes federativos e estaduais. Existe falha do governo estadual e do governo federal. São casos que poderiam ter sido evitados. Todos os vizinhos sabiam que naquela casa havia violência. Cadê a responsabilidade da sociedade civil para com as mulheres de Mato Grosso?”, questionou.
Janaina também afirmou que, em muitos casos, a autoria dos crimes é facilmente identificada, mas o desafio maior é evitar que eles aconteçam. “Não precisa elucidar quando você já sabe quem fez. É o irmão, é o companheiro, é o ex-companheiro. Agora prevenir e fazer com que os crimes não venham a acontecer, esse sim é o desafio que todos nós temos”, declarou.
A repercussão também chegou à tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá. Durante sessão, a vereadora Michelly Alencar (União) criticou a impunidade e questionou a efetividade das penas previstas para feminicídio no país.
“Quem já viu um feminicida ficar 40 anos dentro da prisão? Quem já viu um feminicida ficar 30 anos dentro da prisão? Não temos. Porque os crimes, quando chegam a um terço ou 50% da pena, passam por progressão de regime”, afirmou.
Michelly também destacou que Mato Grosso segue liderando rankings nacionais de feminicídio proporcional à população feminina e defendeu maior rigor nas punições. “Não iremos coibir ou intimidar um feminicida se ele não souber que a pena dele será a pena máxima em regime fechado”, argumentou.
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