Parlamentares da CPMI do INSS se reúnem na manhã desta quinta-feira (26) para votar uma lista com 87 requerimentos. A pauta inclui pedidos de quebra de sigilos bancário e fiscal — como o do filho do presidente Lula, Fabio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha — e novas convocações de representantes de bancos.
Na segunda parte da reunião, serão realizadas as oitivas do empresário Paulo Camisotti, do deputado estadual do Maranhão Edson Cunha de Araújo e do advogado Cecílio Galvão.
A comissão, que investiga fraudes e irregularidades em benefícios de aposentados e pensionistas, tem prazo até o fim de março, mas os parlamentares vão recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para prorrogar os trabalhos após silêncio do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP).
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que serão votados requerimentos já apresentados, especialmente envolvendo bancos e suspeitos que possam contribuir com uma investigação aprofundada.
“A minha ideia é colocar todos os nomes ali. Aqui não tem esquerda, não tem direita, não tem parentes de presidente. A minha função é dar sequência aos trabalhos. Eu vou colocar os nomes de todos aqueles que o relator decidir, que os líderes me pedirem”, disse.
Segundo o senador, o encontro é importante por ser a última grande possibilidade de deliberar sobre quebras de sigilo e convocações. “Se nós não conseguirmos prorrogar a CPMI, nosso prazo terá ficado muito curto em relação aos documentos que nós estamos solicitando”, declarou.



















