Após o deputado estadual Wilson Santos (PSD) denunciar a retirada de 22 famílias que vendem peixe em feira no Praeirinho, em Cuiabá, o prefeito Abilio Brunini (PL) se manifestou afirmando que a gestão segue recomendações da Vigilância Sanitária e Ministério Público (MPMT) pois no local é comercializado alimento em "condições insalubres". Ainda, segundo Abilio, os feirantes foram "enganados" pela gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD) que entregou alvarás 'frios', sem valor jurídico, pois a área onde estão pertence ao Município.
"Aquele pessoal foi enganado pela antiga gestão. Chegou até o momento que teve uma placa lá, dizendo que ia ser um novo setor de venda de peixe. Enganaram eles. Depois eles alugaram um salão ali perto, para poder fazer uma venda dentro de um salão. E aí foi improvisado aquele local", falou o prefeito nesta quarta-feira (11).
Wilson ressaltou que a feira é tradicional e que a venda do peixe é o único meio de renda das famílias. No vídeo, o deputado pede que Abilio flexibilize as sanções, revendo a notificação para a extinção da feira.
"Nosso pedido é simples: diálogo. Que o senhor possa nos receber ou vir até aqui, entender a realidade dessas famílias e construirmos juntos uma solução pacífica e negociada. São pais, mães e trabalhadores que só querem continuar vivendo do próprio esforço", diz o deputado.
O prefeito, no entanto, se ateve às normas da Vigilância, pontuando que a forma como o peixe é armazenado "traz mal à saúde humana". Abilio explicou que cortam o pescado em tábuas sem gelo e que o local é aberto, sem refrigeração.
"A nossa preocupação é que por mais que trate-se da situação, da vida e da tradição daquelas pessoas, a gente não recomenda o consumo em um local insalubre nas condições que estavam sendo apresentadas ali. Além disso, ali é um canteiro", detalhou.
OPERAÇÃO
A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp) interditou três peixarias que atuavam de forma clandestina na capital, cumprindo petição do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). A Polícia Civil, por meio da Dema, apreendeu aproximadamente 2.184,3 kg de pescado, armazenado em quatro caixas térmicas. Entre as espécies apreendidas estão pacu (ventrecha), matrinxã, tucunaré, lambari e tambacu. Parte do pescado não possuía identificação de origem. Uma pessoa foi conduzida.
Durante a vistoria, foram constatadas diversas atividades proibidas, como recebimento de pescado com vísceras; evisceração; filetagem; corte; embalagem e armazenamento sem qualquer autorização. Também foram observadas a ausência de condições higiênico-sanitárias e a exposição de produtos sem informações obrigatórias, em descumprimento ao Código de Defesa do Consumidor.
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