
Os três pacientes mortos dentro de dentro da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), em Taguatinga (DF), dois servidores e uma professora aponsetada. As vítimas tinham 75, 63 e 33 anos.
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Embora a polícia não tenha revelado a identidade das vítimas, Metrópoles apurou quem são os mortos na ação criminosa ocorrida dentro de um hospital do DF.
Marcos Moreira, 33 anos, uma das vítimas, era morador de Brazlândia-DF, servidor dos Correios e deixou uma filha de 5 anos.
O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal e Região do Entorno (Sindect-DF) lamentou a morte do carteiro no dia 2 de dezembro.
“É com pesar que o Sintect-DF comunica o falecimento do carteiro Marcos Raymundo Fernandes Moreira, trabalhador dos Correios lotado no CDD Brazlândia. Nossa solidariedade vai para os familiares, amigos e colegas de trabalho neste momento de despedida e dor. Descanse em paz, Marcos”, disse o sindicato dos Correios em nota.
O servidor dos Correios deu entrada na UTI com dores abdominais e morreu no dia 1 de dezembro de 2025. O velório aconteceu no dia 2 de dezembro, no Campo da Esperança de Brazlândia.
Em entrevista ao Metrópoles, a esposa de Marcos afirmou que a notícia da morte do marido foi recebida com muita surpresa.
“Ele chegou consciente e conversando normalmente com a equipe médica. Foi um choque”, disse a esposa ao Metrópoles.
Outra vítima era João Clemente Pereira. Ele tinha 63 anos e era servidor da Caesb. Segundo a família, o paciente apresentava sintomas de dores de cabeça, foi constatado que ele estava com um coágulo na parte superior do crânio, após cirurgia o paciente apresentou algumas complicações pulmonares devido a intubação porém estava apresentando melhora no quadro ao passar dos dias, mas veio a óbito dia 18 de novembro após 4 paradas cardíacas.
João Clemente se aposentaria em 2 anos. Ele deixa a esposa, dois filhos e um neto.
A terceira vítima é uma professora, ainda não se tem conhecimento da identidade da vítima. Segundo a apuração policial, o técnico preso injetou desinfetante
Entenda o caso
- A primeira fase da operação foi deflagrada na manhã de 11 de janeiro, com apoio do Departamento de Polícia Especializada (DPE)
- Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente por ordem judicial. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal.
- Durante as diligências, os policiais recolheram materiais considerados relevantes para a apuração, que passaram a ser analisados pelos investigadores.
A polícia busca esclarecer a dinâmica das mortes, o papel de cada suspeito e se houve participação de outras pessoas. - As investigações tiveram um novo avanço na última quinta-feira (15), com a deflagração da segunda fase da Operação Anúbis.
- Nessa etapa, a Polícia Civil cumpriu mais um mandado de prisão temporária contra uma investigada e realizou novas apreensões de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.
Confira a nota do hospital na íntegra:
“O Hospital Anchieta S.A., referência em cuidados de saúde em Brasília/DF há 30 anos, vem a público esclarecer as providências adotadas diante de fatos graves envolvendo ex-funcionários da instituição.
Ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos ocorridos em sua Unidade de Terapia Intensiva, o Hospital instaurou, por iniciativa própria, em cumprimento ao seu dever civil, ético e ao seu compromisso com a transparência, comitê interno de análise e conduziu investigação célere e rigorosa, que em menos de vinte dias resultou na identificação de evidências envolvendo ex-técnicos de enfermagem, as quais foram formalmente encaminhadas às autoridades competentes.
Com base nessas evidências, fruto da investigação interna realizada pela instituição, o próprio Hospital requereu a instauração de inquérito policial, bem como a adoção das medidas cautelares cabíveis, inclusive a prisão cautelar dos envolvidos os quais já haviam sido desligados da Instituição, prisões as quais foram cumpridas pelas autoridades nos dias 12 e 15 de janeiro de 2026.
Pautado pela transparência de seus processos e pela confiança nos protocolos internos que norteiam sua atuação, o Hospital entrou em contato com as famílias envolvidas, prestando todos os esclarecimentos necessários de forma responsável e acolhedora. Reitera, ainda, que o caso tramita em segredo de justiça, o que impossibilita a divulgação de informações adicionais bem como a identificação das partes envolvidas.
O hospital entende que o segredo de justiça é imprescindível à preservação da apuração, à proteção das partes envolvidas e ao regular exercício das atribuições das autoridades competentes, o qual deve ser estritamente observado de acordo com os limites impostos pela decisão judicial.
O Hospital, enquanto também vítima da ação destes ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas, e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a Justiça”.



















