O ex-assessor presidencial Filipe Martins foi preso na manhã desta sexta-feira (2) pela Polícia Federal, em Ponta Grossa, no Paraná. A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Martins estava em prisão domiciliar desde o último sábado (27), mas teve a prisão preventiva decretada após, segundo a decisão, violar uma das medidas cautelares impostas pela Justiça, que proíbe o uso de redes sociais. Após ser detido em casa, ele foi encaminhado para um presídio da cidade.
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De acordo com a decisão de Moraes, o ex-assessor teria realizado uma pesquisa na plataforma LinkedIn no domingo (29), o que caracterizaria descumprimento da ordem judicial que restringe qualquer acesso a redes sociais enquanto cumpre as medidas cautelares.
No dia 30, Moraes pediu explicações à defesa de Filipe Martins e deu 24 horas para que explicassem o uso da plataforma.
Em documento enviado ao STF no dia 31, a defesa do ex-assessor negou que ele tenha utilizado redes sociais ou descumprido qualquer medida cautelar. Segundo os advogados, os registros que indicariam visualização de perfis no LinkedIn seriam gerados por mecanismos automáticos da própria plataforma, sem qualquer ação voluntária do investigado.
A defesa afirmou ainda que Filipe Martins não acessa o LinkedIn há quase três anos e que a última atividade registrada na rede social data de abril de 2023, período anterior à imposição das restrições judiciais. De acordo com os advogados, o perfil permanece inativo, sem publicações, comentários, curtidas ou mensagens privadas.















