Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026
icon-weather
DÓLAR R$ 4,08 |

27 de Fevereiro de2026


Área Restrita

Polícia Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026, 14:28 - A | A

Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026, 14h:28 - A | A

MAIS DE 55 CHAVES PIX

Polícia fecha “QG do golpe” que operava de salão de beleza em Cuiabá

Grupo formado por mulheres aplicava golpes em compras online e movimentou mais de R$ 240 mil; vítima perdeu R$ 76 mil na compra de veículo

Conteúdo Hipernotícias

Um salão de beleza em Cuiabá era o centro operacional de uma organização criminosa especializada em golpes pela internet e lavagem de dinheiro. Na manhã desta sexta-feira (27), a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Quimera e cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e quatro de prisão contra integrantes do grupo.

As investigações começaram após uma vítima do Distrito Federal perder mais de R$ 76 mil ao tentar comprar um veículo Mercedes-Benz anunciado em uma plataforma digital. Segundo a polícia, uma das suspeitas se passou por intermediadora da venda, utilizando nome falso para enganar o comprador. O carro pertencia a um terceiro, que não tinha qualquer envolvimento com a fraude.

✅ Clique aqui para seguir o canal do CliqueF5 no WhatsApp

Clique aqui para entrar no grupo de whatsapp 

 
 

A prática, conhecida como “golpe do intermediário”, é comum em sites como OLX, Facebook Marketplace e Mercado Livre. Nessa modalidade, o criminoso se infiltra na negociação entre vendedor e comprador, manipula as informações e direciona o pagamento para contas controladas pelo esquema.

No caso investigado, o valor transferido pela vítima caiu na conta de uma integrante que atuava como primeira “conteira” — responsável por receber e pulverizar os recursos desviados. No mesmo dia, parte do dinheiro foi distribuída a outras mulheres ligadas ao grupo.

SALÃO ERA BASE DE FRAUDES

Com a análise de dados bancários e de geolocalização, a Polícia Civil identificou que os acessos utilizados para aplicar os golpes partiam de um salão de beleza na Capital. O local funcionava como verdadeiro “QG” das fraudes, de onde eram habilitadas linhas telefônicas com dados falsos e realizadas as negociações fraudulentas que atingiam vítimas em diferentes estados.

Entre os alvos está a proprietária do estabelecimento, titular da internet usada nas ações criminosas. Conforme apurado, ela possuía 56 chaves Pix cadastradas — sendo 39 aleatórias — além de antecedentes por estelionato.

No mesmo endereço, foi identificada outra suspeita cujo número de telefone estava vinculado aos aparelhos utilizados para aplicar os golpes, inclusive com cadastros feitos em nome da própria vítima.

MOVIMENTAÇÃO

Outra investigada possuía 22 chaves Pix e registros criminais por estelionato em Sergipe. Já uma quarta integrante apresentou movimentação financeira superior a R$ 240 mil em curto período, valor considerado incompatível com a renda declarada e que reforça a suspeita de lavagem de dinheiro oriundo de múltiplas fraudes.

A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outras vítimas e possíveis integrantes da organização.

Comente esta notícia

Rua Rondonópolis - Centro - 91 - Primavera do Leste - MT

(66) 3498-1615

[email protected]