A delegada Layssa Leal, de Sorriso (480 km de Cuiabá), afirmou que o investigador Manoel Batista da Silva, preso por estupro, não contava com o resultado positivo do exame de DNA, que comprovou o crime. Segundo ela, o lapso temporal entre o estupro e a coleta do material genético deu ao policial a falsa sensação de que ele sairia impune. Manoel, contudo, acabou preso.
"Ele contava [que o exame não fosse ser positivo] porque o fato aconteceu numa terça e o material foi coletado da vítima numa sexta. Ele achava que nesse lapso temporal não seria possível constatar", afirmou.
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As declarações da delegada foram ao ar neste domingo (8) na grande reportagem do Domingo Espetacular. O repórter e apresentador Roberto Cabrini também conversou com a vítima dos abusos que falou pela primeira vez desde o crime.
A mulher foi estuprada quatro vezes nas dependências da delegacia de Sorriso. À reportagem do Domingo Espetacular, ela narrou que os abusos começaram na noite do dia 9 de dezembro. O investigador teria dito a ela que a levaria para tomar banho e, em seguida, a conduzido ao alojamento dos policiais e praticado o crime que se repetiu por quatro vezes durante a permanência da mulher no local.
"[Ele] me obrigou a ficar pelada, a deitar na cama e abusou de mim. Me cuspia, me tratou como um verdadeiro... Não sei, nem animal a gente trata dessa forma. Depois que ele terminou o ato ele me empurrou para dentro do banheiro, fez eu me lavar com detergente e ficou olhando eu tomar banho", contou.
A mulher ainda garantiu que irá até o fim com a denúncia contra o investigador que está preso preventivamente. No entanto, dois dias depois da entrevista, ela foi alvo de mandado de prisão e passou a ser considerada foragida.




















