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Alta mesmo

Preço do tomate dispara em janeiro

Em Belo Horizonte (MG), a alta superou 50%

Administração

 

 
Agrolink - Aline Merladete
 
Foto: Pixabay

A terceira semana de janeiro começou com alta para atacadistas e consumidores: os valores do tomate de mesa dispararam nas principais centrais do país. Em meio a uma oferta reduzida e com frutas fora do padrão ideal, os preços chegaram a subir mais de 50% em algumas praças — um movimento que liga o alerta sobre práticas agronômicas na base do cultivo. 

De acordo com dados do GIROAgro, o tipo salada longa vida 3A — referência no mercado — ultrapassou a marca dos R$ 100 por caixa de 20 kg em centros como Campinas (SP), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ). Nesta última, o salto foi de 40,8%, com média de R$ 107. Já em Belo Horizonte, a valorização superou 50%, enquanto em Campinas chegou a 32,7%.

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As altas expressivas refletem um desequilíbrio entre oferta e demanda, causado por dois fatores centrais: condições climáticas adversas que dificultaram o desenvolvimento e a colheita da safra, e o fim do pico produtivo em algumas regiões. O resultado foi a redução na quantidade de frutos aptos ao comércio. 

Esse cenário reforça um ponto muitas vezes negligenciado: a importância do solo na estabilidade produtiva. Um preparo eficiente antes do plantio — com atenção ao pH, à matéria orgânica e à estrutura física — influencia diretamente o desempenho das lavouras. Solos bem manejados ajudam a planta a enfrentar períodos de seca, excesso de água e doenças.

A GIROAgro, que acompanha a performance do setor e desenvolve tecnologias agronômicas, vê na atual conjuntura uma oportunidade de reavaliar estratégias no campo. A empresa aposta em soluções que promovam sistemas radiculares mais fortes e um aproveitamento mais eficiente dos nutrientes disponíveis no solo.

Além da questão produtiva, o impacto econômico também é visível. Com os preços pressionados nos entrepostos, a tendência é que o varejo repasse parte dessa alta ao consumidor final. Por isso, práticas que reduzam as oscilações de oferta — como o cuidado com a fertilidade e estrutura do solo — são essenciais não apenas para o produtor, mas para toda a cadeia alimentar.

 

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