O equilíbrio químico do solo é um dos fatores centrais para a produtividade agrícola e para a sustentabilidade dos sistemas de cultivo. As informações são de Daiane Porto, Consultora de Saneamento, Meio Ambiente e ESG, que destaca o pH como elemento determinante para a saúde das plantas e a eficiência do manejo.
O pH do solo influencia diretamente a disponibilidade de nutrientes, a atividade microbiológica e a capacidade de desenvolvimento das raízes. Quando está fora da faixa adequada, compromete processos essenciais para o crescimento vegetal. Em solos muito ácidos, nutrientes como fósforo, cálcio e magnésio tornam-se indisponíveis, enquanto elementos tóxicos, a exemplo de alumínio e manganês, podem afetar o sistema radicular e limitar o desenvolvimento das culturas.
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Na faixa considerada equilibrada, em torno de 6 a 7, há maior disponibilidade de nutrientes e intensa atividade microbiana. Esse cenário favorece raízes mais profundas, plantas mais resistentes a pragas e doenças e maior tolerância ao estresse hídrico. Já em solos muito alcalinos, micronutrientes como ferro, zinco e manganês ficam bloqueados, provocando deficiências nutricionais, amarelecimento das folhas e redução da produtividade.
O impacto econômico também é relevante. Um pH desajustado eleva os gastos com fertilizantes, reduz a eficiência da adubação e pode acelerar a degradação do solo. Por outro lado, quando equilibrado, aumenta a eficiência dos insumos, melhora a estrutura física, favorece a retenção de água e fortalece o sistema produtivo. A orientação é objetiva: antes de qualquer correção ou adubação, é fundamental medir e compreender o pH do solo.




















