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HNT TV: MT deve manter "tradição" de preencher vagas federais sem sobra eleitoral

Hélio Ramos explicou que configuração eleitoral do estado favorece preenchimento de cadeiras nas etapas iniciais de contagem de votos

Conteúdo Hipernotícias
Da Redação

O advogado especialista em direito eleitoral Hélio Ramos avalia que Mato Grosso deve manter nas eleições de 2026 a "tradição" de não eleger deputados federais por meio das chamadas sobras eleitorais. Segundo o especialista, embora exista previsão legal para que partidos participem da distribuição das sobras mesmo sem alcançar o quociente eleitoral - mecanismo que também é conhecido como regra do 80/20 -, na prática o cenário raramente se concretiza. Hélio esclareceu que isso ocorre pois, geralmente, as vagas já são preenchidas nas etapas iniciais da contagem de votos. 

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Quando fazemos a distribuição, não tratamos de pessoas, mas de partidos

Hélio explica que o processo começa com o cálculo do quociente eleitoral, que divide o número total de votos válidos pelo número de vagas disponíveis. Em seguida, aplica-se o quociente partidário para definir quantas cadeiras cada legenda conquistou. Caso ainda existam vagas não preenchidas, elas passam a ser distribuídas pelo chamado sistema de médias, etapa popularmente conhecida como distribuição das "sobras".

De acordo com o advogado, apenas se restarem cadeiras após essas etapas é que entram em cena as regras mais recentes definidas pela Justiça Eleitoral, permitindo que partidos que não atingiram o quociente eleitoral participem da disputa pelas vagas remanescentes. Mesmo assim, ele avalia que a configuração eleitoral de Mato Grosso dificilmente levará a esse cenário em 2026.

Hélio também destacou que um erro comum entre os eleitores é acreditar que a vaga conquistada pertence diretamente ao candidato.

"As pessoas têm que entender que quando a gente está fazendo a distribuição, e esse é um erro muito comum, eu não estou tratando de pessoas. Eu estou tratando de partidos", ressaltou o advogado. 

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