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'Toda a força possível'.

Com proximidade de navios, Maduro diz que não tem como os EUA 'entrarem na Venezuela'

Os EUA se recusam a falar sobre o que farão. Questionados sobre uma possível invasão, não deixaram claro o que irá acontecer, apenas informando que pretendem usar 'toda a força possível'.

Por 
Redação-CBN
Foto-Folha UOL

 

 

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que não tem como os Estados Unidos entrarem no país. A fala ocorreu em uma mobilização para militares nessa quinta-feira (28), no mesmo dia em que as frotas de guerra americanas se aproximaram do território venezuelano.

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Os EUA se recusam a falar sobre o que farão. Questionados sobre uma possível invasão, não deixaram claro o que irá acontecer, apenas informando que pretendem usar 'toda a força possível'. 

'Após 20 dias contínuos de anúncios, ameaças, guerra psicológica, após 20 dias de cerco à nação venezuelana, hoje estamos mais fortes do que ontem, hoje estamos mais bem preparados para defender a paz, a soberania e a integridade territorial', afirmou Maduro. 

O presidente da Venezuela completou dizendo que eles [EUA] 'não conseguiram, nem conseguirão. Não há como entrar na Venezuela'.

Maduro convocou uma segunda rodada de alistamento para esta sexta-feira (29) e sábado (30) para a Milícia Bolivariana, um componente militar formado por civis com forte foco ideológico, com objetivo de enfrentar uma ameaça externa.

A expectativa é que esses convocados entrem no número de 4,5 milhões de milicianos pedidos por Maduro em resposta as 'ameaças' dos Estados Unidos.

Nos últimos dias, o Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou as primeiras imagens do navio de guerra a caminho da costa da América do Sul. O objetivo, de acordo com as informações oficiais, é o combate ao narcotráfico na região. Trump vem chamando as organizações como terroristas globais.

Equipes americanas em navios de guerra dos Estados Unidos. — Foto: Divulgação/Departamento de Estado dos EUA

Equipes americanas em navios de guerra dos Estados Unidos. — Foto: Divulgação/Departamento de Estado dos EUA

Avião no USS Iwo Jima, navio que está rumo a costa do Caribe. — Foto: Divulgação/Departamento de Estado dos EUA

Avião no USS Iwo Jima, navio que está rumo a costa do Caribe. — Foto: Divulgação/Departamento de Estado dos EUA

 
Navio dos EUA rumo a costa do Caribe. — Foto: Divulgação/Departamento de Estado dos EUA

Navio dos EUA rumo a costa do Caribe. — Foto: Divulgação/Departamento de Estado dos EUA

O grupo é liderado pelo navio USS Iwo Jima, que teve mais imagens reveladas. Eles partiram do porto de Norfolk, Virgínia, depois de retornarem por conta de um furacão que atingia a região.

Os navios que compõem o grupo são o de assalto USS Iwo Jima, o de transporte USS San Antonio e o de desembarque USS Fort Lauderdale. Eles transportam cerca de 4,5 mil militares, além de 2,2 mil fuzileiros navais.

O Pentágono ainda não anunciou que tipo de exercícios ou ações planeja realizar com a implantação.

Os EUA anunciaram uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem a uma prisão ou condenação de Maduro.

Antes mesmo de Trump assumir o poder, o governo Biden já havia revelado um cartaz de Maduro em janeiro, oferecendo uma recompensa de US$ 25 milhões na época.

Ainda sob o governo de Joe Biden, em janeiro, os EUA divulgaram um cartaz com a foto de Maduro, oferecendo uma recompensa de US$ 25 milhões.

Depois do anúncio de Trump, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino Lopez, rebateu todas as acusações. Ele classificou tudo que foi falado pelo governo americano, através dos departamentos de Estado e Justiça, como 'tolas'.

Ele comparou as tentativas de 'ataque' aos venezuelanos a um 'filme de faroeste hollywoodiano'. 

'O cinismo do governo americano não tem limites, querem nos dar lições de democracia quando seu próprio governo desrespeita sistematicamente suas próprias leis, governando arbitrária e caprichosamente', disse na época. 
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. — Foto: Pedro Rances Mattey / AFP

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. — Foto: Pedro Rances Mattey / AFP

 

Guga Chacra, Ariel Palacios e Fernando Andrade - O Mundo em Meia Hora
 

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