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Ex-presidente

Adversários comemoram e aliados lamentam ida de Bolsonaro para Papudinha

Ex-presidente foi transferido nesta quinta-feira (15) por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal)

Administração

 
Poliana Santos, da CNN Brasil, São Paulo
 

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) classificaram a transferência para a chamada “Papudinha” como uma punição política, enquanto adversários afirmaram que a medida representa o cumprimento da Justiça.

Parlamentares aliados criticaram a decisão e defenderam que o ex-presidente fosse encaminhado para prisão domiciliar. O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que a transferência representa uma “punição política”, uma “vingança travestida de legalidade” e uma demonstração de força institucional.

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“O que vemos não é justiça. É autoritarismo de toga, abuso de poder institucionalizado, a caneta usada como cassetete”, escreveu o deputado em publicação no X (antigo Twitter).

Sóstenes acrescentou que, em sua avaliação, a medida adequada seria a prisão domiciliar, “e nunca o envio a uma penitenciária”.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) reconheceu que a nova unidade “aparentemente” oferece melhores condições, mas questionou o motivo de Bolsonaro não ter sido enviado para casa.

“Moraes acaba de transferir Bolsonaro para a Papudinha. APARENTEMENTE, parece ser um espaço melhor, sem barulho e com atendimento médico 24h. Vou apurar com a família se essas condições de fato são melhores. Mas a pergunta continua: por que não enviá-lo para casa? Enfim, tudo isso por um crime que ele nunca cometeu e deveria estar livre”, escreveu.

Os filhos do ex-presidente também se manifestaram. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, disse esperar que o pai seja transferido para casa, “único local onde o risco de queda pode ser amenizado”. Já o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) afirmou que a decisão de Moraes simboliza um confronto institucional.

Do lado oposto, adversários de Bolsonaro relembraram declarações antigas do ex-presidente sobre o sistema prisional e afirmaram que, com a transferência para uma cela com melhores condições, perde força a narrativa de “tortura” usada para tentar viabilizar a prisão domiciliar.

A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) afirmou que a Papudinha ainda seria “muito” para um “líder de organização criminosa”.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que, enquanto Bolsonaro esteve detido na Superintendência da Polícia Federal, a defesa promoveu uma campanha para deslegitimar o cumprimento da pena.

“Fala-se em ‘cativeiro’ enquanto o condenado usufrui de sala individual, acompanhamento médico permanente, visitas ampliadas, alimentação diferenciada e direitos inexistentes para a esmagadora maioria dos presos no regime fechado. Não há violação de direitos, mas cumprimento da lei, com respeito à dignidade humana, em condições superiores à maioria da população carcerária”, escreveu no X.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que “quem atentou contra a democracia merece ser tratado com todo o rigor da lei”. Já o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, declarou: “Aqui se faz, aqui se paga”.

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