A situação da MT-130, no trecho entre Primavera do Leste e Paranatinga tem deixado quem trafega pelo local, totalmente revoltado ao longo dos últimos meses.
E agora a situação ganhou novo capítulo após duras críticas feitas pelo ex-prefeito de Primavera do Leste e atual presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM), Leonardo Bortolin.
A rodovia é administrada pela concessionária Rota dos Grãos.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Bortolin classificou a situação da estrada como inadmissível. “MT-130, isso aqui não é uma estrada, é uma armadilha paga. Aqui o cidadão está sendo assaltado duas vezes. A primeira, na cobrança do pedágio. Na segunda, no risco de vida ocasionado nessa rodovia”, afirmou.
O trecho liga os municípios de Primavera do Leste e Paranatinga e é considerado um dos principais corredores para o escoamento da produção agrícola da região. Além do transporte de grãos, a via é utilizada diariamente por ônibus escolares, ambulâncias, trabalhadores e moradores que dependem do trajeto.
De acordo com relatos de condutores que trafegam pelo local, o trecho apresenta condições críticas, com grande quantidade de buracos, desníveis e pontos com a pavimentação completamente deteriorada.
Motoristas afirmam que há, inclusive, trechos onde o asfalto foi recentemente refeito, mas já apresenta falhas, rachaduras e desgaste prematuro. Em vários pontos, a camada asfáltica está destruída, obrigando veículos a reduzir bruscamente a velocidade ou desviar para evitar danos.
A situação tem provocado constantes reclamações devido ao risco de acidentes e aos prejuízos causados aos veículos, principalmente caminhões e carretas que utilizam a rodovia para transporte de cargas. Usuários relatam aumento nos custos com manutenção, além do temor diário de colisões e saídas de pista.
Outro ponto destacado por Leonardo Bortolin é a implantação do sistema de cobrança automática “free flow” em 12 pontos diferentes ao longo da concessão. Pelo modelo, a cobrança é feita por meio de leitura automática, sem cancela física, e o não pagamento dentro do prazo pode gerar multa que se aproxima de R$ 200, além da tarifa. “E em troca, ela está entregando este serviço”, criticou.
Diante do cenário, o presidente da AMM afirmou que deve procurar, ainda nesta semana, a agência reguladora estadual e o Ministério Público para formalizar denúncia e solicitar providências. “É inadmissível, é inaceitável a irresponsabilidade da Rota dos Grãos com os cidadãos mato-grossenses”, declarou.
A cobrança por melhorias na MT-130 também tem sido reforçada por vereadores e lideranças regionais, que pedem fiscalização mais rigorosa do contrato de concessão. Até o momento, a concessionária não se manifestou oficialmente sobre as críticas recentes.
Enquanto isso, quem depende diariamente da rodovia segue enfrentando insegurança, desgaste e prejuízos em um dos trechos mais estratégicos para a economia regional.
O comparativo pode ser feito com o outro trecho pedagiado, entre Primavera do Leste e Rondonópolis, onde as condições são totalmetne diferentes e melhores.
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