Quinta-feira, 05 de Março de 2026
icon-weather
DÓLAR R$ 4,08 |

05 de Março de2026


Área Restrita

Cotidiano Quinta-feira, 05 de Março de 2026, 17:56 - A | A

Quinta-feira, 05 de Março de 2026, 17h:56 - A | A

CRITICOU VEREADORAS

Vítima de assédio rompe silêncio após denúncia contra ex-secretário

Ex-servidora da Prefeitura de Cuiabá afirma que sofreu assédio de quem apoiou politicamente, relata exposição após vazamento do boletim de ocorrência e cobra posicionamento de mulheres na Câmara.

Conteúdo Hipernotícias

A ex-servidora da Prefeitura de Cuiabá que denunciou o ex-secretário municipal de Trabalho Willian Leite decidiu romper o silêncio sobre o episódio que teria ocorrido dentro da sede do poder municipal. A mulher que está grávida de cinco meses do primeiro filho, fez o relato à Gazeta Digital um ano após os episódios que afirma ter vivido, e criticou a atuação das vereadoras de Cuiabá após a denúncia se tornar pública. 

Segundo ela, a denúncia à Polícia Civil não foi impulsiva, e sim o resultado de um período de reflexão. “Eu também tive o meu tempo para processar tudo o que aconteceu, para digerir e entender que, apesar de um assediador ocupar um lugar de poder, eu também tenho o meu poder no meu posicionamento”, afirmou.

A ex-servidora também criticou a postura de parte das vereadoras da Câmara de Cuiabá após a tentativa de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a denúncia. Segundo ela, apenas três das oito parlamentares apoiaram o pedido, sendo Maysa Leão (Republicanos), Dra. Mara (Podemos) e Maria Avallone (PSDB).

Para a denunciante, o combate ao assédio também depende do posicionamento de mulheres dentro da política. “Quando a gente fala de mulheres na política, não tem que pensar só na figura do homem como a pessoa ruim ou boa. Muitas mulheres preferem a submissão, preferem se esconder debaixo do poder como se fosse um tapete”, afirmou.

O CASO 

A mulher afirmou que aceitou o convite para trabalhar no gabinete para apoiar uma amiga. Foi nesse ambiente que, segundo ela, ocorreram os episódios que motivaram a denúncia. “Eu fui assediada por aqueles em quem eu apoiei”, declarou.

A ex-servidora também relatou ter enfrentado tentativas de silenciamento e pressão dentro do ambiente de trabalho. “Quando a gente fala e tenta ser realocada ou silenciada, isso também é um assédio. Pode não ser necessariamente sexual, mas o assédio moral e psicológico já está ali”, disse.

Os episódios teriam ocorrido no ano passado e a denúncia sobre o suposto caso de abuso se tornou pública no início de fevereiro deste ano com a divulgação de que haveria um boletim de corrência denunciando os atos que Leite, em tese, teria cometido. Logo depois, o secretário pediu exoneração do cargo. 

De acordo com a vítima, a situação dela se se agravou após o registro do boletim de ocorrência, uma vez que com a divulgação do boletim, os dados pessoais dela foram expostos.

“Quando eu fiz a denúncia, vazaram o boletim de ocorrência. Me expuseram. Expuseram meu endereço, meus dados. E mesmo assim pessoas próximas vieram me perguntar por que agora e o que eu estaria ganhando com isso”, disse.

Apesar da exposição, ela afirma ter recebido apoio de pessoas que não imaginava. “Eu ganhei um apoio genuíno de pessoas que estão na nossa frente lutando por nós como cidadãos, fazendo aquilo que eu não tinha coragem de fazer, que é entrar em uma Câmara Municipal e lutar pelos direitos”, relatou.

 LEIA MAIS: Paula Calil manifesta repúdio e cobra investigação rigorosa contra ex-secretário 

* Com informações da Gazeta Digital. 

Comente esta notícia

Rua Rondonópolis - Centro - 91 - Primavera do Leste - MT

(66) 3498-1615

[email protected]