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EXPANSÃO DO CRIME

Área indígena era usada como rota de entrada de drogas em MT, revela operação

Investigação detalha como o grupo recebia drogas pelo Rio São Lourenço e treinava faccionados com metralhadoras e fuzis para enfrentar forças de segurança

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A Operação Argos, deflagrada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (13), revelou uma rota de tráfico a partir de uma área próxima à Aldeia Tereza Cristina (Korogedo Paru), localizada em Santo Antônio de Leverger (30 km de Cuiabá). No local também funcionava um centro de treinamento paramilitar para os faccionados.

As investigações tiveram início a partir de uma denúncia anônima de que membros de uma facção criminosa atuante em Mato Grosso estavam realizando tráfico de drogas na área indígena.

LEIA MAIS: Facção treinava criminosos com armas de guerra do Exército para atacar 'inimigos'

A denúncia apontava que um homem branco, conhecido como “Pescador”, casado com uma indígena, recebia grande quantidade de drogas pelo Rio São Lourenço e transportava até uma casa na área indígena, porém, mais afastada da aldeia.

Nessa residência, outro suspeito, conhecido como “Corola” ou “Fininho”, seria responsável por fazer a distribuição da droga para traficantes de Rondonópolis, por meio de embarcações, pelo Rio Vermelho, e por terra, pela MT-270.

GUERRILHA NO PANTANAL 

A partir dessa denúncia, a polícia descobriu o centro de treinamento criado pela uma facção criminosa para preparar os membros do grupo para sobrevivência na selva e táticas de guerrilha.

a Polícia Civil apurou que os dois suspeitos estavam ministrando cursos de sobrevivência na selva e táticas de guerrilha com armamento bélico de uso restrito às Forças Policiais e do Exército Brasileiro, como fuzis .556 e .762, pistolas .40 e .9mm, metralhadora e até mesmo uma arma de fogo com tripé .30.

Nos cursos, os dois “instrutores” são conhecidos como 01 e 02. As aulas consistiam em ensinar membros da facção criminosa a montar e desmontar armas longas e curtas, efetuar disparos com essas armas a diversas distâncias e sobreviveram na mata em casos de fuga após ataque contra “inimigos” (Forças de Segurança ou facções rivais).

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