O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Max Russi (PSB), afirmou que foi estabelecido um prazo de 15 dias para que a Prefeitura de Santo Antônio de Leverger (cerca de 30 km de Cuiabá), comprove que possui condições técnicas e estruturais para assumir a manutenção do Hospital Universitário Júlio Müller.
Segundo Russi, a definição ocorreu durante reunião realizada na semana passada para discutir o futuro da unidade hospitalar após a recente mudança territorial aprovada pelo Parlamento estadual.
A controvérsia teve início após a aprovação de um Projeto de Lei de autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSD), que redefiniu limites territoriais e devolveu áreas ao município de Santo Antônio de Leverger, incluindo o Morro de Santo Antônio, importante ponto turístico da região.
Com o novo traçado, a área onde está localizado o Hospital Júlio Müller passou a integrar oficialmente o território de Leverger. A alteração provocou questionamentos por parte do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e do secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo (União Brasil), que levantaram dúvidas sobre a capacidade administrativa e técnica do município para dar suporte ao funcionamento da unidade.
Construído com recursos federais e estaduais, o Hospital Universitário Júlio Müller deve ser referência no atendimento de média e alta complexidade e atende pacientes de Cuiabá, Várzea Grande, municípios da Baixada Cuiabana e de diversas regiões de Mato Grosso, além de estar apto a receber, em alguns casos, pacientes de outros estados.
De acordo com Max Russi, o foco da Assembleia é garantir que não haja prejuízo ao atendimento da população. “O que precisamos é assegurar que o hospital continue funcionando plenamente, independentemente da questão territorial”, destacou o parlamentar, em entrevista na manhã detsa quinta-feira (19).
Por ser o autor da proposta de mudança territorial, Wilson Santos foi designado para conduzir o diálogo entre a direção do hospital, os municípios envolvidos e o governo estadual.
A expectativa é que, ao final do prazo de 15 dias, seja apresentado um novo projeto com ajustes territoriais, caso necessário. A proposta deverá ser colocada em votação na Assembleia Legislativa, garantindo segurança jurídica e continuidade dos serviços prestados à população mato-grossense.
O prazo, segundo Russi, não compromete o andamento das obras nem o início das atividades da nova estrutura hospitalar.



















