O presidente estadual do PL, Ananias Filho, descartou de forma definitiva qualquer aliança com o Republicanos, classificando a sigla como "surfista" e dependente do "poder central". A fala de Ananias, carregada de ironia, enterreu o projeto do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) de herdar o apoio do bolsonarismo em 2026.
Em entrevista nesta quinta-feira (29), Ananias estabeleceu um limite claro, de que o PL não aceitará no seu palanque partidos que possuam ministérios ou cargos na gestão do presidente Lula (PT). O Republicanos atualmente comanda o Ministério dos Portos e Aeroportos com Silvio Costa Filho.
Para Ananias, a "pureza da direita" será o critério inegociável para as coligações. O dirigente usou termos fortes para descrever a relação do partido de Pivetta com o Palácio do Planalto.
"O Republicanos está no colinho do governo Lula. Quem estiver sentado na janelinha do ônibus do poder central não faz aliança conosco. Não vamos aceitar 'surfistas' na nossa campanha", disparou Ananias, ecoando um termo popularizado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
EM BUSCA DO "VICE IDEAL"
Apesar do veto ao Republicanos e a outros partidos do centro, Ananias revelou que o PL não deve repetir a estratégia de "chapa pura" como ocorreu nas eleições municiapis, de 2024.
O plano agora é atrair partidos estruturados que estejam na oposição a Lula para indicar o vice de Wellington Fagundes. "Já temos partidos muito bem estruturados conversando conosco. Lá na frente vamos escolher um vice bom, que agregue um setor ou uma região, para ganhar a eleição", explicou.
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