O motorista de aplicativo Alisson Meira da Silva, de 32 anos, é o homem encontrado morto na madrugada desta quinta-feira (12) em uma estrada de chão no bairro Parque Atalaia, em Cuiabá. A confirmação foi feita pelo advogado da vítima ao HNT.
De acordo com a Polícia Civil, o corpo foi localizado caído na via com sangramento na região da cabeça e os pés amarrados. Próximo à vítima, foram encontrados diversos estojos de munição. Equipes da Polícia Militar atenderam a ocorrência e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou o óbito no local.
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Dias antes da morte, Alisson havia registrado boletim de ocorrência na Polícia Civil denunciando ameaças após ser acusado nas redes sociais de tentativa de feminicídio. O registro foi feito na 1ª Delegacia de Polícia de Cuiabá na terça-feira (10).
Segundo o documento policial, o motorista relatou que havia contratado os serviços de uma mulher, mas houve um desentendimento sobre valores e o encontro não chegou a ocorrer. Após a discussão, ela teria publicado nas redes sociais uma imagem dele acompanhada da acusação de tentativa de homicídio.
Alisson negava as acusações e afirmou que a divulgação prejudicava sua imagem profissional. Ele relatou ainda que, após a publicação, passou a receber ameaças atribuídas a integrantes da facção criminosa Comando Vermelho.
Em áudios enviados à reportagem à época, o motorista confirmou que havia procurado a polícia e demonstrou preocupação com as ameaças. “Ela está me acusando de algo gravíssimo, até o pessoal do Comando Vermelho está me ameaçando. Troquei de número porque não parava de receber ligações e mensagens”, disse. Em outro trecho, afirmou: “Essa moça está espalhando fake news. Sou trabalhador, pai de família, tenho filhos pequenos”.
Ele informou que havia contratado um advogado e pretendia ingressar com ação judicial contra a mulher responsável pela acusação. O boletim de ocorrência registrava os crimes de ameaça, difamação e calúnia.
O HNT também tentou contato com a mulher citada nas acusações, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso para esclarecer as circunstâncias do crime.
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