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HISTÓRICO CONTURBADO

Governador exonera delegado de Sorriso após escândalo de estupro e mensagens vazadas

Decisão de Mauro Mendes ocorre após prisão de investigador por estupro de custodiada e vazamento de conversas onde policiais planejavam agredir presos e "plantar" armas em confrontos

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O governador Mauro Mendes (UB) exonerou o delegado Bruno França de Oliveira da função de delegado titular da Delegacia de Polícia de Sorriso, a 380 km de Cuiabá. A exoneração foi publicada nesta quinta-feira (12) com data retroativa de 3 de março de 2026. A exoneração ocorre logo depois do escândalo sexual que assolou a unidade, em fevereiro deste ano. 

Na ocasião, uma custodiada denunciou ter sido estuprada por um investigador no interior da delegacia. A denúncia foi confirmada por meio de exames laboratoriais que encontraram vestígios de sêmen do suspeito no corpo da vítima. Manoel Batista da Silva foi preso. 

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Logo depois do estupro, que teve repercussão nacional, mensagens de um grupo entre servidores da delegacia vazaram e pioraram a crise.

Em uma das conversas é possível ver que o delegado manda "buscar" um suspeito, cujo endereço havia sido compartilhado no grupo "DHPP/Assuntos Oficiais". Na sequência, um interlocutor questiona: "meter flagrantão no pelo mesmo?". A expressão usada pelo policial significa forjar um flagrante para prender uma pessoa.

Em outro áudio, o delegado diz que está indo até a delegacia agredir um custodiado para entregar uma terceira pessoa. Em uma outra conversa, um dos servidores admite que uma arma está sendo usada pela Polícia Civil para forjar confrontos que resultam na morte de suspeitos.

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Em nota, Bruno França afirmou que o aparelho celular funcional foi furtado da delegacia e que, a partir daí, foram feitas "diversas publicações com intuito difamatório e calunioso" cujo objetivo é "deslegitimar o trabalho realizado pela Polícia Judiciária Civil".

A declaração, porém, não conseguiu conter a crise e a troca de comando na delegacia. 

HISTÓRICO CONTURBADO

Em 2022, Bruno França foi protagonista de uma polêmica ao invadir uma casa num condomínio de luxo em Cuiabá em uma abordagem considerada truculenta. A residência era de Fabiola Cássia Garcia Nunes que teria, supostamente, perseguido o enteado do delegado. 

Na ocasião, Bruno ameaçou "explodir" a cabeça da mulher na frente de uma criança de quatro anos. Após o incidente, Fabiola mudou-se com sua família para o litoral paulista.

O conflito começou em outro condomínio de luxo onde, supostamente, o enteado de Bruno teria agredido o filho adolescente de Fabiola. O adolescente negou ter participado das agressões, mas teria sofrido retaliações por parte de Fabiola. Diante da situação, Fabiola, seu esposo e seus dois filhos mudaram-se para o Florais dos Lagos.

A visita do enteado do delegado a um amigo no Florais dos Lagos serviu de estopim para a prisão de Fabiola, sob a acusação de estar perseguindo o adolescente e de ter quebrado a medida protetiva em favor dele. Apesar de validar o flagrante, a Polícia Civil reconheceu que a abordagem de Bruno França foi desproporcional.

 

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