A consolidação de uma aliança mercadológica entre Brasil e Argentina para atuação conjunta no mercado internacional de vinhos foi discutida durante visita realizada à Federação de Cooperativas Vitivinícolas da Argentina (Fecovita) pelo secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Fernando Schwanke, acompanhado de comitiva brasileira formada por representantes de cooperativas agropecuárias, do sistema de Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho).
Segundo Schwanke, as duas federações poderão atuar em conjunto para uma integração comercial sólida. Estamos estudando e debatendo a construção de uma aliança mercadológica entre os dois países, para caminharmos juntos rumo aos mercados mundiais, afirma Schwanke. Composta por 29 cooperativas, a Fecovita detém 30% do mercado de vinhos da Argentina e exporta para 30 países.
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A visita, realizada na última quarta-feira (31), contou com a presença do presidente da Fecovita, Eduardo Sancho, do secretário de Agricultura Familiar da Argentina, Santiago Hardie, do Superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, do diretor de Cooperativismo e Acesso a Mercados da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Marcio Madalena, e do subgerente da Associação de Cooperativas Vitivinícolas Argentinas (Acovi), Nicolas Vicchi, além das cooperativas brasileiras, Aurora, Nova Aliança e Garibaldi.
União Europeia
A comitiva brasileira também participou do Encontro das Cooperativas Agropecuárias do Brasil em Mendoza, quando foi debatida a importância de ações conjuntas entre cooperativas dos dois países, com foco no Acordo da União Europeia.
O governo brasileiro acredita na integração das cooperativas do Mercosul como caminho para entrar no grande mercado da União Europeia, disse Schwanke. Ele também destacou a importância do cooperativismo como um dos melhores caminhos para garantir assistência técnica adequada aos pequenos produtores rurais.
O secretário de Agricultura Familiar da Argentina, Santiago Hardie, disse estar trabalhando em uma agenda conjunta para melhorar o cooperativismo de pequenos produtores do Brasil e da Argentina.
As atividades acontecem no âmbito da Reunião Especializada de Cooperativas do Mercosul, que está sob a presidência pro tempore do Brasil, e são resultado de convite feito pelo Instituto Nacional de Associativismo e Economia Social (Inaes) e pela Confederação Nacional Intercooperativa (Coninagro).
De acordo com o superintende da OCB, a missão técnica é uma oportunidade para trocar experiências sobre o setor e ampliar a relação comercial entre os dois países. Os brasileiros já estão dialogando com os hermanos sobre a possiblidade de negociação entre as cooperativas. Além de negócios bilaterais, a ideia também é aproveitar as oportunidades advindas do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, explica Renato Nobile.
Produção Brasileira
Dados do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) apontam que, atualmente, a área de produção vitivinícola no Brasil soma 82 mil hectares. São mais de 1,1 mil vinícolas espalhadas pelo país, a maioria instalada em pequenas propriedades (média de 2 hectares de vinhedos por família). O país se consolidou como o quinto maior produtor da bebida no Hemisfério Sul, visto como um dos mercados que cresce mais rapidamente.
Em 2017, as cooperativas comercializaram 34,26% de todos os produtos envasados pelo setor vitivinícola brasileiro. Na safra 2018, as cooperativas processaram 22,67% do total de uvas produzidas no país.
Segundo a Fecovinho, as cinco cooperativas filiadas reúnem 4,1 mil cooperados e geram cerca de 1,2 mil empregos, diretos e indiretos. Em 2017, o faturamento delas foi de R$ 909 milhões.
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