As importações brasileiras de trigo alcançaram em 2025 o maior volume dos últimos 12 anos, segundo dados analisados pelo Cepea a partir da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O movimento foi impulsionado pelos preços competitivos no mercado internacional e pela ampla oferta global do cereal.
Em dezembro, o Brasil recebeu 698,74 mil toneladas de trigo, segundo maior volume mensal do ano, atrás apenas de janeiro, que registrou 717 mil toneladas. Foi também a maior entrada para o mês de dezembro desde 2016. No acumulado anual, as compras externas somaram 6,894 milhões de toneladas, alta de 3,7% frente a 2024.
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A conjuntura internacional favorável, com estoques globais elevados e cotações acessíveis, ampliou o interesse das indústrias brasileiras pelo trigo importado. Esse cenário reduziu a pressão sobre o abastecimento interno e contribuiu para estoques mais confortáveis no país no início de 2026.
Diante desse cenário de maior disponibilidade e da menor movimentação entre compradores domésticos, o preço recebido pelos produtores recuou na maioria das praças acompanhadas pelo Cepea na última semana. O comportamento reflete uma menor urgência das indústrias em adquirir o produto nacional neste início de ano.
Por outro lado, o mercado de lotes apresentou valorização nas cotações – com exceção do Paraná –, influenciado pela retração dos vendedores. Muitos agentes aguardam preços mais atrativos com o avanço da entressafra, quando a oferta interna costuma se reduzir.
Esse movimento de retração na ponta vendedora pode gerar novo ajuste nos preços nos próximos meses, especialmente se houver melhora na demanda ou novas variações cambiais que afetem o custo de importação. O Cepea aponta que a dinâmica entre oferta interna e compras externas será determinante para o comportamento do mercado ao longo de 2026.


















