
A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu o prazo, que ia até esta segunda-feira (7), e entregou as alegações finais para o processo da Operação Lava jato que investiga se o réu recebeu propinas por meio de reformas em um sítio em Atibaia, cidade que fica a 66 quilômetros de São Paulo. Com as alegações finais de acusadores, delatores e réus enviadas, a juíza Gabriela Hardt já está liberada para dar a sentença. Não há um prazo para tanto.
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No documento, a defesa argumenta que o sítio em Atibaia "não é e jamais foi" de Lula. Além de afirmar que todas as acusações neste sentido partem de ex-empreiteiros que querem usar o ex-presidente para diminuirem suas penas após serem condenados por corrupção.
Os advogados do petista aproveitam para fazerem duras críticas ao juiz Sérgio Moro, antes responsável pelo caso, mas que deixou o ofício após aceitar o convite para ser ministro da Justiça e Segurança Pública. Na visão da defesa, "Moro não tinha imparcialidade" para qualquer julgamento e, sendo assim, a acusação deveria ser analisada por uma outra Vara de Justiça.
Com Sérgio Moro assumindo o cargo de ministro, o caso passou a ser julgado pela juíza Gabriela Hardt, que inclusive já ouviu Lula em seu depoimento sobre a acusação de recebimento de propina através das reformas no sítio no dia 14 de novembro.
Ainda nas alegações, os advogados pedem a "abslovição do réu", entendendo que há "insuficiência de provas" e "atipicidades de conduta".
Léo Pinheiro volta a afirmar que Lula pediu reformas no sítio em Atibaia

Também em suas alegações finais, o ex-executivo da OAS, Léo Pinheiro, voltou a afirmar que Lula pediu pessoalmente as reformas no sítio. Pinheiro também informou que as obras foram pagas pela empreiteira e descontadas da propina destinada ao PT por atuações favoráveis à empresa na Petrobras.
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