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Ministério da Justiça

Envolvimento do crime organizado em outros setores além de combustíveis será investigado, diz Lewandowski

Operação Carbono Oculto envolveu cerca de 1.400 agentes em oito estados, com cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão

Terra

Foto-Época
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse nesta quinta-feira, 28, que as autoridades de segurança pública do país investigarão o envolvimento do crime organizado em outros setores da economia, além do de combustíveis, que foi alvo de operações realizadas nesta manhã.

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Em entrevista coletiva em Brasília, Lewandowski disse que as ações desta quinta sobre a participação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis fazem parte de uma das maiores investidas da história do país contra o crime organizado já feitas no Brasil.

De manhã, equipes da Polícia Federal, Polícia Militar, Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e agentes e fiscais das Receitas Estadual e Federal realizaram 200 mandados de busca e apreensão contra 350 alvos em dez Estados. Trata-se da Operação Carbono Oculto, a maior feita até hoje para combater a infiltração do crime organizado na economia formal do País.

Os envolvidos estão no domínio de toda a cadeia produtiva da área de combustíveis, parte da qual foi capturada pelo PCC. Só a Faria Lima concentra 42 dos alvos - empresas, corretoras e fundos de investimentos - em cinco endereços, incluindo alguns edifícios icônicos da região.

De acordo com as autoridades, a principal instituição de pagamentos investigada, a BK Bank, registrou R$ 17,7 bilhões em movimentações financeiras suspeitas. A Receita Federal estima que o esquema criminoso tenha sonegado R$ 1,4 bilhão em tributos federais. O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de São Paulo (CIRA/SP) pediu à Justiça o bloqueio de bens para recuperar os tributos estaduais sonegados, que somam R$ 7.672.938.883,21.

As investigações apontam para uma dezena de práticas criminosas, desde crimes contra a ordem econômica, passando por adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro - inclusive do tráfico de drogas -, além de fraude fiscal e estelionato.

Os acusados teriam obtido parte do domínio da cadeia produtiva do etanol, da gasolina e do diesel por meio da associação de dois grupos econômicos e por suas ligações e com operadores suspeitos de lavar dinheiro para o líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. Além da lavagem de dinheiro do PCC, os promotores do Gaeco afirmam que a organização investigada manteria um esquema gigantesco de ocultação de posições societárias, de rendas e de patrimônio.

A Justiça decretou a indisponibilidade de quatro usinas de álcool no Estado, cinco administradoras de fundos de investimentos, cinco redes de postos de gasolina com mais de 300 endereços para venda de combustíveis no País. Ao todo são investigadas 17 distribuidoras de combustível, quatro transportadoras de cargas, dois terminais de portos, duas instituições de pagamentos, seis refinadoras e formuladoras de combustível, além dos bens de 21 pessoas físicas e até uma rede de padarias.

Outro ponto importante da ação do grupo estaria na importação irregular de metanol por meio do Porto de Paranaguá (PR). O produto não seria entregue aos destinatários finais das notas fiscais. Em vez disso, era desviado e transportado clandestinamente por uma frota de caminhões própria da organização a fim de ser entregue em postos e distribuidoras para adulterar a gasolina, gerando "lucros bilionários à organização".

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