Economia /

Segunda-feira, 09 de Setembro de 2019, 15h:30

A | A | A

Teto de gastos trilha rumo, mas engessa o País enquanto 'pibinho' não cresce

arrow-options José Cruz/Agência Brasil - 3.7.19 Teto de gastos trilha rumo, mas engessa o País enquanto 'pibinho' não cresce Se o Brasil fosse um...


Imagem de Capa

IstoÉ Dinheiro

Paulo Guedes, ministro da Economia arrow-options
José Cruz/Agência Brasil - 3.7.19
Teto de gastos trilha rumo, mas engessa o País enquanto 'pibinho' não cresce

Se o Brasil fosse um barco, ele seria o Titanic e a dívida pública, o iceberg. O rombo chegou ao patamar de 79% do PIB, ou R$ 5,4 bilhões, conforme anunciado pelo Banco Central (BC) na sexta-feira 30 de agosto. É o pior resultado desde 2006, quando o órgão passou a utilizar a atual metodologia. O endividamento é preocupante, pois a economia ainda não mostra fôlego para fazer a turbina do barco se movimentar e afastá-lo do perigo.

Leia também: Cortes no Orçamento atacam de educação a programas sociais, mas poupam políticos

O valor inclui gastos dos governos federal, estaduais e municipais. O credor da dívida é o mercado – investidores compram títulos do governo brasileiro e o dinheiro deles faz a administração funcionar. Alguns países têm dívida muito maior que a do Brasil.

Os Estados Unidos, por exemplo, em 2018, deviam 106,10% do PIB . Mas o país tem a maior economia do mundo e atividade industrial mais ativa. O problema é que mesmo entre emergentes, o Brasil vai mal. O México, no ano passado, tinha dívida de 46% do PIB. A África do Sul, 55,8%. No mesmo período, o Brasil já devia 77,22%. O desastre da vizinha Argentina deveria ativar o sinal vermelho. O país devia 82,6% em 2018, a situação econômica local se deteriorou rapidamente e foi necessário um default parcial.

Não existem sinais eminentes de que o Brasil acompanhe o naufrágio argentino, no entanto. Historicamente leniente com as contas públicas , com gastos acima de 60% desde 2014, o país, apesar de tudo, conseguiu cultivar a imagem de bom pagador para que o mercado continue a financiá-lo. “O Brasil impôs o Teto dos Gastos em 2016. Dali em diante, um recado foi dado aos investidores: ‘não se gastará mais do que isso’, evitando receios generalizados”, afirma José Márcio Camargo, economista da PUC-Rio.

CRESCE POUCO Além do teto, o plano do ministro da Economia, Paulo Guedes , é de implementar reformas drásticas (Previdenciária, Tributária) para conter o déficit. O problema do receituário liberal é que mesmo gastando menos, a dívida só será amortizada com a subida do PIB. “Com maior crescimento, a arrecadação aumenta e o governo pode honrar melhor seus compromissos”, diz Antônio Correa de Lacerda, economista da PUC-SP. “Mas a atividade não vai tão bem.”

A economia parece ter deixado patinar. No segundo trimestre deste ano, o crescimento foi de 0,4% quando comparado com o desempenho dos três meses anteriores. Isso derrubou a ideia de que o País entraria em uma recessão técnica – quando o PIB encolhe dois trimestres seguidos – como indicavam os dados do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br). O valor, ainda assim, é baixo. O desemprego continua alto, em 12%. E a intenção de consumo continua em trajetória de queda, mesmo com a decisão do Copom de deixar os juros no menor patamar da história, 6%. Sem compras, a produção não aumenta e o crescimento estanca.

Com o barco navegando aos trancos e barrancos, a austeridade do Teto de Gastos está se mostrando inviável e até o presidente Jair Bolsonaro indicou que pode acabar com ele, contrariando sua equipe econômica.

Leia também: Saque de R$ 500 do FGTS começa nesta semana; saiba como tirar o dinheiro

Mesmo com o barco tão pesado, o Brasil pode navegar bem. As reservas internacionais, hoje em US$ 388 bilhões, são uma das boias salva-vidas. A outra é que não há credores internacionais, já que a dívida externa foi liquidada durante o governo Lula . Além disso, o investimento estrangeiro direto – outra forma de esquentar a economia – é alto, em US$ 59 bilhões em 2018. O País não elimina a âncora que o puxa pra baixo, mas ainda é possível contornar o iceberg.

0 Comentário(s)
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!
Edição impressa
imagem
os maiores eventos e coberturas

26/06 - Em cerimônia pontuada por bom gosto e emoção na Igreja Matriz, Thayara Rodrigues & Duan Pilonetto receberam a bênção matrimonial no último sábado, 22. Impecavelmente vestida pelo estilista mais famoso do Brasil, Lucas Anderi, a noiva emocionou os convidados logo antes da sua entrada com depoimento para o noivo. Já ele usava um terno Camargo, sendo que o estilista fez questão de colocá-lo em suas redes sociais. Com um flashmob feito pela Musique Casamentos, cantores e violinos surgiam entre os convidados enquanto as alianças eram conduzidas pela avó da noiva ao altar. Queima de fogos iluminaram a noite ao final da cerimônia religiosa. O salão do Centro de Eventos Primacredi foi transformado com suntuosa decoração por Anna Carolina para receber o em torno de 500 convidados para a celebração da boda. O buffet sempre agradável de Dulce Aguiar, (Roo) servia de volantes como as panelinhas quentes até um buffet de comida japonesa requintado, na ímpar noite que foi adoçada pelas receitas de Claudete Zandoná. A animação da festa ficou a cargo da Banda Bis de Cuiabá, além do receptivo da Musique com apresentação do Brass Live durante a festa que foi até as 6 da manhã. Um dos pontos altos da noite foi a surpresa feita pelos padrinhos que interromperam o final da apresentação dos noivos, surpreendendo com todas as músicas que os recém casados gostam e fazendo a festa já pegar fogo, mais uma das brilhantes ideias do Cerimonial Fabiano Fernandez que produziu e atendeu todo o evento com a mesma maestria de sempre, já conhecida e aprovada. Confira mais flashes by Marcello Holanda . Fotos oficiais Fares Rames.

Você é a favor ou contra a revitalização das Avenidas de Primavera?
A favor.
Contra.
Não tenho opinião formada sobre o assunto.