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Sexta-feira, 29 de Novembro de 2019, 09h:00

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Ex-funcionário do Grupo JPupin diagnosticado com câncer, não consegue receber parcelas atrasadas de acerto

Situação que se arrasta desde o inicio do ano vem se tornado insustentável para um grupo de ex-trabalhadores.


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Paulo Pietro

Uma situação que já foi relatada em outras oportunidades no Jornal O Diário, está ganhando contorno de drama e urgência, estamos falando sobre o caso envolvendo os ex-trabalhadores da Fazenda Marabá, que até agora não conseguiram receber suas rescisões e vivem momentos críticos.

 

A rescisão dos cerca de 15 trabalhadores, que sempre estão em contato com a redação do O Diário, foi realizada através de um acordo entre eles e a empresa, mas o Grupo JPupin não vem cumprindo com suas obrigações. Segundo eles nos informaram, por entender a situação vivida pelo Grupo, que se encontra extremamente endividado e com uma RJ em andamento, quando optaram sair da empresa, pois não recebiam salários em dia há muito tempo, aceitaram receber suas rescisões em 12 parcelas, enquanto isso iriam ser depositados em suas respectivas contas, o FGTS que não é recolhido há mais de três anos.

 

Porém o que aconteceu foi que eles pagaram, ainda atrasados, somente três parcelas e desde  o mês de agosto não viram mais a cor do dinheiro devido.  E isso está fazendo com a vida desses ex-funcionários se torne um caos, “são contas atrasadas de água, energia, minha moto está com mais de cinco parcelas em atraso, já com busca e apreensão, eu não sei mais o que vou fazer, o aluguel da casa também está atrasado, não sei mais o que dizer para o proprietário, vou acabar sendo despejado assim,” disse um dos trabalhadores, que desde o inicio dos atrasos, ainda quando trabalhava no Grupo JPupin esteve em contato com nossa reportagem.

 

Porém a situação que mais chama atenção é do O ex-funcionário José Carlos, que permitiu sua identificação devido à situação delicada que vem passando, sem receber José Carlos ficou doente e acabou sendo internado, recentemente recebeu o diagnóstico de câncer,  seu estado de saúde é delicado, nesta semana ele teve que ser transferido inclusive para o Hospital do Câncer em Cuiabá, “eu tenho fé que tudo vai dar certo, mas preciso muito desse dinheiro, esta fazendo muita falta para mim e minha família, ainda mais agora neste estado de saúde. O que me revolta é que tem gente que não precisa que recebeu, mas agente até agora nada,” disse José Carlos.

 

Segundo nossas fontes, outros funcionários que estão na ativa e até mesmo pessoas que se aposentaram recentemente, receberam acertos atrasados com a empresa enquanto eles estão a ver navios, levantaram até mesmo à hipótese de uma retaliação proposital da empresa.

 

Como sempre tentamos ouvir o outro lado, entramos em contato com o Grupo JPupin, demos prazo para obter respostas, mas como sempre ninguém do grupo decidiu se manifestar. O Diário vai continuar acompanhando a situação e informando sobre mudanças desta situação.        

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