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Segunda-feira, 01 de Março de 2021, 10h:20

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Variante britânica da Covid foi detectada em Primavera do Leste

Estudo mostra a presença da nova cepa em 15 cidades de oito estados


Foto Itamar Crispim/Fiocruz
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Wellington Camuci

Um estudo identificou que uma variante do Reino Unido do coronavírus foi detectado em amostras de Primavera do Leste e Cuiabá. A variante com maior potencial de transmissão foi detectada também em outras 13 cidades em sete estados diferentes.

Segundo a publicação, só será possível determinar se a variante está em circulação nos municípios nos próximos 14 dias com o avanço dos estudos. Por ter um potencial maior de transmissão, devem ser mantidas e reforçadas as instruções de biossegurança e distanciamento social.

O estudo é desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com a Rede Corona-Ômica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Instituto Hermes Pardini e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A presença da variante originária do Reino Unido, a B.1.1.7, foi identificada em amostras coletadas do 07 a 21 de janeiro de 2021 nas cidades de Belo Horizonte (MG), Betim (MG), Araxá (MG), Barbacena (MG), Rio de Janeiro (RJ), Campos dos Goytacazes (RJ), Curitiba (PR), Cuiabá (MT), Primavera do Leste (MT), Aracaju (SE), Americana (SP), Santos (SP), Valinhos (SP), São Sebastião do Passé (BA) e Barra do São Francisco (ES). Em São Paulo, a presença da variante já havia sido reportada.

Estudos anteriores já demonstraram que a variante britânica do coronavírus tem potencial maior de transmissão. Uma pesquisa divulgada no final do ano passado indica que ela pode ser entre 50% e 74% mais contagiosa. "Em um contexto de falhas nas medidas uso de máscara e distanciamento, a chance de contaminação cresce", explica professor do departamento de genética do ICB, Renan Pedra de Souza.

Os pesquisadores fizeram uma triagem no banco de dados do Hermes Pardini, composto por mais de 740 mil exames de Covid-19 realizados em laboratórios de todo o país, em busca de amostras com comportamento "anormal".

"Encontramos algumas dessas amostras, conseguimos material biológico de 25 delas e levamos para o laboratório. Fizemos uma análise e confirmamos que todas eram da linhagem do Reino Unido", explica Souza.

Segundo Souza, os resultados indicam a presença da variante nos oito estados, mas ainda não é possível dizer se ela está circulando nesses locais e em qual frequência. Estudos para responder essas perguntas estão sendo conduzidos e devem ser concluídos nas próximas semanas.

"Com no máximo 14 dias vamos ter uma resposta sobre a circulação. O outro passo, para determinar a frequência, deve levar quatro semanas. Começamos ontem (segunda-feira - 22) uma nova rodada de análise de sequenciamentos e, como não estamos mais aplicando o critério de comportamento anormal, vamos poder estimar qual a frequência dessa linhagem e de outras", diz o professor.

De acordo com o professor, a ideia é que os estudos continuem e consigam estabelecer, mês a mês, um retrato mais real sobre a pandemia no Brasil.

"Saber quais variantes estão presentes no país é importante para monitorar o processo de mudança do vírus ao longo do tempo e para entender o processo de dispersão do vírus nos estados. Se a gente consegue entender esse processo, pode intervir", conclui.

 

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