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Sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2020, 07h:00

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Secretaria de Saúde diz que não há nenhum caso suspeito de Coronavírus em MT

Apesar de SES descartar o caso, secretária de Saúde de Alto Taquari confirmou o surgimento e trata o caso como suspeita de Coronavírus


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Jaqueline Hatamoto/com G1 e AgoraMT

 

Após a confirmação de um caso de coronavírus no Brasil, surgiu mais uma suspeita, desta vez no estado de Mato Grosso. O fato levou a Secretaria Estadual de Saúde (SES) emitir na quinta-feira (27) uma nota informando que todos os casos suspeitos de coronavírus foram verificados e que nenhum caso foi enquadrado nas definições preconizadas pelo Ministério da Saúde.

 

A nota da Secretaria Estadual, vai contra a declaração dada pela Secretaria Municipal de Saúde de Alto Taquari, que confirmou o surgimento do caso na cidade mato-grossense.

“Nós confirmamos sim! Estamos tratando o caso como suspeito. O paciente deu entrada por volta das 16h dessa quarta-feira (26) na unidade hospitalar e nós tomamos todos os procedimentos com exames. Notificamos o caso como suspeito. Estamos monitorando e acompanhando o caso. O paciente apresentou problemas respiratórios e chegou de viagem recentemente da Itália. Ele está em isolamento domiciliar seguindo nossas orientações. Ele é um paciente que não se enquadra na área de risco por ser jovem, não é idoso e nem criança. Exames serão encaminhados para maiores investigações em Cuiabá”, explica a secretária municipal Deise Coelho.

Na nota emitida, a SES diz que até o momento há a confirmação de apenas um caso da doença no Brasil. Trata-se de um homem que mora em São Paulo, tem 61 anos, e veio da Itália.

Brasil tem 132 casos suspeitos de coronavírus; confirmação depende de exames.

Pelo país, os casos suspeitos estão distribuídos da seguinte forma: São Paulo (55), Rio de Janeiro (9), Minas Gerais (5), Santa Catarina (8), Rio Grande do Sul (24), Paraná (5), Distrito Federal (5), Goiás (3), Matro Grosso do Sul (2), Alagoas (1), Bahia (1), Ceará (5), Paraíba (1), Pernambuco (3) e Rio Grande do Norte (4).No documento a secretaria orienta ainda que pessoas não divulguem informações não oficiais, sem a checagem da veracidade dos conteúdos, porque a divulgação de notícias falsas causa pânico e atrapalha os trabalhos dos serviços de saúde.

Ainda por meio de nota, a SES informa que tem identificado rumores acerca de possíveis suspeitos no Estado e que imediatamente tem acionado os serviços de saúde local para esclarecimentos e tomada de medidas. “Informamos que todos os casos alvo de rumores de suspeitos de coronavírus foram verificados e até o momento nenhum caso foi enquadrado nas definições preconizadas pelo Ministério da Saúde”, pontua a nota.

Enquanto não há confirmação do caso registrado em Mato Grosso o jeito é se prevenir, tendo em vista a rápida proliferação do vírus. Veja abaixo as dicas de prevenção da Secretaria de Saúde.

  • Cobrir a boca e nariz ao tossir ou espirrar;
  • Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal;
  • Limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado;
  • Lavar as mãos por pelo menos 20 segundos com água e sabão ou usar antisséptico de mãos à base de álcool;
  • Deslocamentos não devem ser realizados enquanto a pessoa estiver doente;
  • Quem for viajar aos locais com circulação do vírus deve evitar contato com pessoas doentes, animais (vivos ou mortos), e a circulação em mercados de animais e seus produtos.

 

 

 

 

 

 

 

 

GOVERNO ANTECIPA CAMPANHA DE VACINAÇÃO DA GRIPE NO BRASIL

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (27), em São Paulo, que vai antecipar a campanha nacional de vacinação da gripe em 23 dias – a nova data prevista para o início é 23 de março. A decisão foi divulgada um dia após a confirmação do primeiro caso de coronavírus no Brasil.

De acordo com Ministério da Saúde, a antecipação tem dois objetivos:

  • facilitar o diagnóstico da síndrome respiratória Covid-19, causada pelo novo coronavírus
  • evitar que o sistema de saúde fique sobrecarregado

 

A vacina contra a gripe não protege contra o novo coronavírus, mas, sim, contra outras "cepas de influenza" (família à qual pertence o H1N1, por exemplo). E justamente por isso pode ajudar a diagnosticar – por eliminação – eventuais casos de Covid-19.

Isso porque essas doenças contempladas pela vacina serão descartadas no caso de pacientes que chegarem às unidades de saúde com sintomas gripais e informarem ter sido imunizados.

O segundo aspecto diz respeito ao fato de que o número de pessoas com síndromes gripais seria muito maior se não fosse promovida a campanha de vacinação. Haveria, portanto, muito mais gente ocupando o sistema de saúde.

"Por que fazer a campanha? Por que recomendar a vacina? Se essa vacina me dá cobertura, ela deixa protegido contra essas cepas de influenza o sistema imunológico de 80% daqueles que tomam. Essas cepas virais que estão circulando e que são milhares de vezes mais comuns que o coronavírus", explicou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, na entrevista coletiva em São Paulo.

“Para um eventual profissional de saúde, [por exemplo] um médico, na hora em que um indivíduo, um mês depois, dois meses depois [de ter tomado a vacina], se ele tem um quadro gripal e informa que foi vacinado, auxilia muito o raciocínio desse profissional. Para pensar na possibilidade de outras viroses, que não aquelas que são cobertas pela vacina.”

 

UNIDADES DE SAÚDE DE PVA RECEBERAM ORIENTAÇÃO

Diante da situação alarmante e ao fato de o Ministério da Saúde ter elevado a classificação de risco do Brasil para o nível 2, que significa “perigo iminente”, a Secretaria de Saúde de Primavera do Leste, através da Coordenação de Vigilância Epidemiológica repassou todas as orientações recomendadas pelo Ministério da Saúde para todas as unidades de Estratégia Saúde da Família (ESF), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, inclusive, as unidades de saúde privadas do município.

O objetivo é que toda e qualquer suspeita do vírus seja tratada com a devida urgência.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu que a doença respiratória provocada pela infecção do novo Coronavírus deverá ser chamada de Covid-19.

A nomenclatura segue diretrizes internacionais que pedem para não se fazer referência a uma localização geográfica, um animal, um indivíduo ou grupo de pessoas. As regras pedem também que o nome seja pronunciável e que estabeleçam alguma relação com a doença.

“Ter um nome é importante para impedir o uso de outros nomes que podem ser imprecisos ou estigmatizantes”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Com a falta de uma identificação oficial, alguns veículos internacionais descreviam a doença como “Coronavírus de Wuhan”.

O nome do vírus não foi definido pela organização. Temporariamente, recebeu a nomenclatura de 2019-nCoV. Segundo uma porta-voz da agência, ele será batizado por um grupo internacional de virologistas que identificarão a taxonomia deste Coronavírus.

 

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