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Segunda-feira, 01 de Março de 2021, 06h:30

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Secretária de Educação analisa os prejuízos do ensino causados pela pandemia

Tomasoni avalia que nenhum outro método substitui com a mesma eficiência as aulas presenciais


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ASSESSORIA DE IMPRENSA

A  secretária municipal de Educação, Adriana Tomasoni, recebeu dois auditores do Tribunal de Contas do Estado – Renan Godoi Ventura Menegão e Clarismar Negrisoli Couto Garcia – para conhecerem o Plano Municipal de Educação, uma referência para o Estado, na avaliação de técnicos. 

O Plano foi elaborado em 2015 pelo Fórum Municipal, que coordena toda rede de ensino público e privada, escola técnica, determinando as metas, os indicadores e é responsável pela avaliação, prevista para ser feita a cada dois anos. O Fórum é formado pela sociedade civil – pais, alunos, professores, representação social, popular, entidades, sindicatos, e a OAB.   

Adriana afirma que o município tem cumprido as metas que dependem exclusivamente das decisões sob a responsabilidade da secretaria municipal, como por exemplo, “100% de crianças de zero a cinco anos na escola”, entretanto algumas metas dependem do Estado e outras do Governo Federal. A escola integral é uma delas, mas segundo a secretária, “embora importante para a aprendizagem, esse modelo exige maior investimento se comparado a escola normal”. No município existe apenas uma escola de ensino fundamental em tempo integral – Maria Dallafiori Costa – Parma Vida. E da educação infantil, 13.

A secretária explica que ainda não houve do Ministério da Educação, especificamente do Plano Nacional de Educação, nenhuma orientação ou solicitação sobre o PME nesses últimos dois anos, “acredito que o foco do Governo está sendo o combate a pandemia, a busca por vacinas, que é a prioridade do momento, mas lamentavelmente a educação está sofrendo prejuízos irreversíveis”.

Uma das metas do Plano Nacional de Educação é a instalação das Escolas Plenas, que é o ensino médio em tempo integral, mas Adriana explica que essa é uma responsabilidade do Estado, “defendo a escola integral em todos os níveis, entretanto onera muito o município, porque a estrutura é muito maior para dar o suporte necessário”.

Prejuízos

 Adriana Tomasoni é presidente do Conselho Estadual de Educação, tem uma visão plural sobre a educação do país e, concorda com a avaliação dos pesquisadores que concluíram serem irreversíveis em curto prazo os prejuízos causados ao ensino pela pandemia, “serão necessárias duas décadas de superação para recuperar toda a defasagem do aprendizado nesse período”.

Pela sua ótica, o aluno precisa fazer um esforço incomum, aulas particulares, orientação individual porque a lacuna desse momento vai acompanhá-lo em todas as etapas da sua vida escolar.

O ensino on–line não substitui a interação professor-aluno, segundo a experiência de Adriana, “as aulas presenciais são insubstituíveis quanto ao aproveitamento do aluno, entretanto temos que nos adaptar a esse momento, que é excepcional, mas a vida escolar não pode parar”.

Outra modalidade de ensino à distância pode acontecer de duas formas – síncrona – que é a aula em tempo real e assíncrona – o professor passa a atividade e o aluno faz o dever. Para Adriana, todas as inovações para o ensino têm o lado positivo, entretanto a interação aluno-professor é insuperável.

 

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