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MAUS-TRATOS /

Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2022, 16h:52

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Morre cachorro resgatado por Associação, PJC continua investigação para responsabilizar dono do animal

Animal foi encontrado desnutrido, desidratado e com doença do carrapato


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Da Redação

O cachorro da raça Akita que foi resgatado por voluntárias da Associação S.O.S Animais no fim do ano passado, morreu na manhã desta quinta-feira (13). Ele foi encontrado no final de 2021 em um prédio no bairro Parque Eldorado em situação de abandono. Apolo foi diagnosticado com leishmaniose.

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Segundo uma das voluntárias, Apolo estava muito debilitado e foi encaminhado para tratamento. “Ele apresentava ferida na orelha, pulgas, carrapatos, carrapicho, desnutrição e desidratação. Ele foi encaminhado para uma clínica e segue em tratamento”, explicou a voluntária da causa animal Michele Fortunato, na época do resgate.

De acordo com informações, além de todos os problemas, o veterinário Daniel que tratava o animal, identificou que Apolo já estava com leishmaniose em estado muito avançado. Foram realizados diversos tratamentos, porém ele teve falência múltipla de órgãos. O veterinário ressaltou que se o animal tivesse iniciado tratamento dois meses antes, era provável que o animal conseguisse sobreviver.

 

Investigação

Apolo foi resgatado no fim de 2021. Logo após o resgate, as voluntárias conseguiram identificar o tutor do animal e um boletim de ocorrência foi registrado por maus-tratos. O tutor então foi contatado e relatou que o animal estava bastante agressivo e temperamental, e por isso deixava o portão aberto para que ele saísse para passear. “Alegou que o cachorro ficava no fundo da empresa, e como está idoso, temperamental, deixava o portão aberto para passear. Mas o cachorro apresenta sinais de abandono. Temos provas, temos vídeos, e contra fatos não há argumentos”, ressaltou Tatiane Podanoski, que também é voluntária da causa animal, que destacou que o dono do animal, pagou os custos iniciais do tratamento.

Após o registro da ocorrência, um procedimento foi aberto pela Polícia Civil para investigar o caso. “Será instaurada uma investigação no sentido de apurar a ocorrência de maus tratos. Vale destacar que o crime de maus-tratos, também se caracteriza no ato de abandonar o animal em condições precárias. Então este caso serve de alerta para a população, quanto a responsabilidade de ter um animal e das consequências jurídicas advindas devido a conduta do abandono. É crime abandonar o animal, até por que ele fica sujeito a maus-tratos, e a própria sorte”, explicou o delegado Allan Vitor Souza da Mata.

O delegado ressaltou ainda que se ficar comprovado que o dono de fato abandonou esse animal, a pena pode chegar a cinco anos. “Ele poderá responder pelo crime com pena máxima de cinco anos de cadeia. Ao final da investigação se ficar comprovada a conduta dele, o caso será encaminhado ao Ministério Público, que se entender necessário, dará início a ação penal e será julgado na justiça comum, pela prática de maus-tratos”, explicou. Com o agravante da morte de Apolo, poderá ainda ter a pena aumentada de 1/6 a 1/3.

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