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Quarta-feira, 11 de Setembro de 2019, 07h:00

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Corpo de Bombeiros de Primavera solicita apoio a Batalhão de Emergências Ambientais


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Jaqueline Hatamoto

Para qualquer lugar que se olhe para o céu de Primavera do Leste, é possível enxergar uma camada espessa de fumaça, que encobre a cidade. Desde sexta-feira (06), a região das furnas da área que começa atrás do CTG, até a região da Tamil, está em chamas. Os bombeiros trabalham incansavelmente para tentar controlar o incêndio.

A secretaria de obras também tem sido parceira do Corpo de Bombeiros. Durante esses dias de fogo intenso, a equipe tem trabalhado e realizado os chamados aceiros, por diversas regiões da cidade. Aceiros, trata-se da limpeza de terreno em volta de propriedades e matas para impedir propagação de incêndios.

Entramos em contato com a Prefeitura para saber quantas solicitações de ajuda para combater incêndios foram feitas, e também o número de multas aplicadas na cidade. Por meio de nota encaminhada via Assessoria de Imprensa, fomos informados que “não há um levantamento preciso da quantidade de vezes que a Secretaria de Infraestrutura contribuiu no combate às queimadas, entretanto, a Secretaria dispõe equipe sempre que é solicitado pelo Corpo de Bombeiros.  Durante o período de estiagem foram 20 as notificações verbais por conta de queimadas na área urbana. Ainda nenhuma multa foi aplicada”.

De acordo com o comandante da 6ª Companhia Independente do Corpo de Bombeiros de Primavera do Leste, tenente Mateus Neves, além do apoio da prefeitura, o Corpo de Bombeiros conta também com o apoio de produtores rurais da região e empresários, que disponibilizam caminhões pipas, tratores e também mão de obra, para ajudar a combater os incêndios. “Eles sempre nos auxiliam, até por que é interesse de todos evitar essa ocorrência do incêndio florestal, pois o fogo e a fumaça gera muitos prejuízos para todos”, frisou.

O comandante destaca que o efetivo é composto por 34 militares, que tem se desdobrado para atender as ocorrências que ultrapassam o limite territorial de Primavera do Leste, já que a 6ª Companhia também é responsável por Paranatinga, Poxoréu, Santo Antônio e Gaúcha do Norte. “Estamos tendo muito trabalho para atender a todos os chamados, mas estamos fazendo o melhor possível. São muitos focos de queimadas na região, por incrível que pareça, o fogo parece aumentar nos dias mais quentes, pois é quando há mais incidência de incêndios. São muitos casos de incêndios florestais grandes, que muitas vezes fogem da nossa capacidade”, explicou tenente Neves.

 

PEDIDO DE AJUDA ENVIADO AO COMANDO REGIONAL

Para se ter noção, apenas ontem (10), haviam nove registros de incêndios florestais apenas na região de Poxoréu, o que inclui as furnas citadas no início da reportagem, o número pode ser ainda maior, uma vez que o satélite registra apenas fonte de calor grande.

Porém, o comandante dos Bombeiros ressalta que um pedido de ajuda já foi encaminhado ao Comando Regional, e os militares aguardam resposta da solicitação. “Foi encaminhada uma solicitação para o Comando Regional, que encaminhou para Sema e ao Batalhão de Emergências Ambientais, e estamos aguardando a resposta, porém, sabemos que há outros incendidos florestais como no parque da Serra Azul e em Chapada do Guimarães, mas estamos otimistas. Em Santiago do Norte, por exemplo, o prefeito solicitou apoio do Ibama e do Prevfogo, e lá conseguimos controlar um grande incêndio florestal que estava ameaçando o distrito”, ressaltou Neves.

 

MOBILIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO PODEM SER A SAÍDA

Mobilizar a todos pode ser uma forma eficaz de combater os focos de calor espalhados, como exemplo, o comandante dos bombeiros de Primavera, citou um incêndio florestal que aconteceu em Portugal no ano de 2017. “Para fazer o combate ao incêndio florestal, é preciso mobilizar. Eu costumo citar um caso que ocorreu em Portugal, onde houve um incêndio florestal, e foram mobilizados 1400 bombeiros para aquela ocorrência. 1.400 bombeiros é que temos hoje no estado de Mato Grosso, e temos uma área maior que Portugal, a real dificuldade é essa, mobilizar”, frisou.

 

AJUDA DA POPULAÇÃO

Enquanto os bombeiros trabalham para evitar que o fogo se alastre ainda mais, cabe a população também fazer a sua parte. De acordo com o tenente Neves, a conscientização acaba sendo a melhor saída. “ A população de uma forma geral pode evitar o uso de fogo para limpar quintal, pois como o tempo está muito seco, o fogo pode sair do controle rapidamente. Pode também denunciar se verificar ou avistar alguém fazendo o uso de fogo em qualquer lugar que seja. Orientar as crianças a não brincar com o fogo. A conscientização de todos é muito importante. Por que a quantidade de focos não é só em Primavera, mas em Poxoréo, Paranatinga e Santo Antônio do Leste é muito grande, é importante a conscientização da população, isso é o mais importante para evitar incêndios florestais”, orientou.

 

PREJUÍZO DE FAZENDA QUE TEVE PRODUÇÃO QUEIMADA PODE SUPERAR R$ 2 MILHÕES

No último sábado, 7, agricultores de Primavera do Leste viram parte de suas palhadas, fardos de algodão e até um trator simplesmente se transformarem em cinzas. O prejuízo pode passar dos R$ 2 milhões.

Segundo relato de um dos produtores atingidos, Canisio Froelich,  representante do grupo Nativa, em entrevista concedida ao Canal Rural, o fogo teve origem em um curto circuito na rede elétrica de uma granja próxima.

Ao todo cinco propriedades foram afetadas e tiveram suas áreas com palhadas de milho consumidas e até fardos de algodão tomados pelo incêndio.

Na propriedade de Froelich, dos quatro mil hectares, o estrago consumiu 35.  O fogo também destruiu 254 rolos de 2.350 quilos de algodão colhido. O prejuízo pode passar facilmente dos R$ 1,6 milhões, estima.

“No momento a gente fica impotente, sem conseguir resolver o problema. Perdemos parte da produção, resultado de um ano inteiro de trabalho. Poderia ajudar a alimentar muitos direta ou indiretamente. Além disso, o estado também perde, pois na venda da produção geraria imposto”, comenta Froelich.

Além da área dele, o incêndio se espalhou pela a área dos vizinhos que, somados, podem chegar a mil hectares. Até um trator que estava parado foi consumido pelas chamas.

“As áreas que ficam na beira de rodovias e próximas a reservas indígenas o problema é mais sério. É preciso ficar atento, pois qualquer descuido e o fogo destrói tudo”, disse Froelich.

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