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EDITORIAL /

Terça-feira, 03 de Maio de 2022, 06h:30

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Quando a quantidade atrapalha

Em 2022 tem eleições gerais e liderança políticas de Primavera não conseguem construir alianças


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Da Redação

Caminhamos rumo as Eleições Gerais 2022, embora haja muitas pessoas focadas nas eleições presidenciais, temos que nos atentar para uma questão: quem irá nos representar na câmara dos deputados e na Assembleia Legislativa? Não falo de voto individual, mais sim de um consenso coletivo, de escolher um candidato que represente nossa região.

Nos últimos dias o Jornal O Diário tem feito levantamento sobre os pré-candidatos a deputados estadual e federal, no total já são nove nomes, isso mesmo NOVE. Sendo seis pretendentes a uma cadeira na AL e três que almejam a esfera federal. Sem menosprezar a história e contribuição de cada pré-candidato, a quantidade de nomes pode atrapalhar, ao invés de ajudar.

A última vez que Primavera do Leste e região teve um deputado eleito foi em 2014. Anos se passaram e desde então, a região que concentra mais de 100 mil eleitores, não tem representante eleito em nenhuma esfera.  E do jeito que caminha o pleito eleitoral, corremos sérios riscos de não conseguir novamente ter alguém que nos represente.

O que estaria faltando ou sobrando? A resposta é simples, falta construção, falta união de partidos em busca de um nome, no máximo dois, que pudesse ser opção, aos quase 50 mil eleitores de Primavera.

E sobra orgulho, muitos que declaram pré-candidatos, querem apenas manter no foco o nome, de olho nas eleições municipais. Orgulho também vem de líderes partidários que não conseguem chegar a um consenso, e como o nome de quem se coloca à disposição não agrada, acabam apoiando candidatos de fora, e pulverizam os votos.

Ainda há tempo de construir, de se pensar em nomes que sejam uma saída para a mendicância, isso mesmo, Primavera sem representantes, acaba sendo a pedinte, que sempre tem que recorrer a favores daqueles que tiveram votos na cidade, mas que não tem compromisso algum com o município.

Temos tantos problemas que poderiam ter sido resolvidos caso tivéssemos um representante na esfera federal, que lutasse realmente por nós, como a chegada de universidades federais, e até mesmo um atendimento digno no INSS. Mas ao invés disso, estamos presos na pulverização de votos, na divisão do eleitorado, que só terá como final a derrota de Primavera.

Antes de terminar esse editorial, é importante que fique claro que, quando falo de lideranças políticas, não me refiro apenas a Primavera, mas a Paranatinga, Santo Antônio do Leste, Campo Verde, Poxoréu e demais cidades próximas. Todos têm condições de se unirem e ter em Brasília e em Cuiabá um candidato que realmente lute por nós.

*A data limite para registro de candidaturas é 15 de agosto de 2022.

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