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Segunda-feira, 19 de Julho de 2021, 06h:30

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Primavera recebe visita de presidente da Rumo Logística e avança mais um passo para ter terminal ferroviário

Prefeito Leonardo Bortolin se diz confiante e acredita na implantação da malha ferroviária


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Jaqueline Hatamoto

Primavera do Leste ocupa atualmente a 6ª posição entre os municípios exportadores do estado. Em nível de Brasil, a cidade ocupa a 45ª posição. Em seis meses o acumulado de exportações chegou ao volume de 613 milhões de dólares. Soja, milho, tortas e outros derivados da soja, algodão entre outros, são os principais produtos a serem exportados, e tem como principal destino países asiáticos.

Para que estes produtos cheguem ao seu destino precisam rodar quilômetros e quilômetros até chegar ao porto. Distância essa que pode ser encurtada, tendo em vista que a cidade é uma das que tem grandes chances em ter a implantação de um terminal ferroviário.

Na última semana a cidade recebeu a visita de João Alberto Abreu, presidente da Rumo Logística que esteve no município para conhecer de perto a cidade e decidir, se instala ou não o terminal no município. Desde o início das tratativas, foram inúmeras visitas, tanto do prefeito de Primavera do Leste, a sede da empresa em São Paulo, como de representantes da empresa ao município.

De acordo com o prefeito, o interesse em construir um terminal em Primavera surgiu após visita do diretor de relações institucionais da Rumo Logística, Vinicius Roder e equipe. “Foi feito um levantamento das características da região, dos pontos fortes, e a partir disso iniciou-se a discussão da implantação de um terminal da ferrovia aqui na região”, explica Bortolin.

A expectativa é de que a obra inicie em Rondonópolis, passe por Primavera e chegue até Nova Mutum, num total de 600 quilômetros de extensão. “Estamos aqui na reta final de avaliação no ponto de vista de investimentos. Tivemos um avanço muito grande na área de engenharia, um avanço muito grande na área ligada ao licenciamento ambiental. Precisamos concluir a parte regulatória com o governo para iniciar a obras”, ressaltou o presidente da Rumo Logística, João Alberto Abreu.

Leonardo Bortolin acredita que com a instalação do terminal ferroviário, o estado de Mato Grosso, e consequentemente Primavera do Leste, ficarão mais competitivo quanto a logística. “Atualmente o Brasil tem cerca de 30 mil quilômetros de ferrovia, e falando em Mato Grosso, um estado que tem uma extensão continental é necessário que este intermodal de fato aconteça, e nós acreditamos muito neste projeto da Rumo, por entender que ela é de capital privado, já existe todas as outorgas e está prestes a acontecer. Para poder fazer com que Primavera e esta região se torne mais competitiva, principalmente no que tange a logística para escoamento da produção agrícola, dos produtos da indústria e grande parte do comércio. Acredito muito neste projeto e é por isso que, enquanto prefeito, acredito que de fato teremos a malha ferroviária cortando nosso estado”, ressaltou.

Ademir de Goés, além de vice-prefeito de Primavera do Leste é produtor rural e destaca que a instalação de um terminal na cidade ajudará bastante no desenvolvimento do agronegócio local. “Na parte da produção agrícola é maravilhoso, vai tirar a soja, o milho e algodão e trazer os insumos necessários. Estou muito feliz, pois a conversa está afinando para termos o terminal em Primavera do Leste”, exaltou.

O presidente da Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão – Ampa, Paulo Sérgio Aguiar ressaltou que, caso os produtores consigam agregar valor à produção da região, o fato de ter uma ferrovia no município trará mais competitividade ao algodão produzido na região. “Se conseguirmos melhorar e otimizar estes custos aqui, e que já leve o algodão através dos trilhos já nos contêineres, estufados e alfandegados para serem embarcados nos navios para a exportação, isso nos dará uma condição de competitividade com o algodão do mundo inteiro muito grande. Pois conseguiremos atingir nosso maior mercado, que é o mercado asiático, um grande consumidor do algodão brasileiro”, frisou.

Vale destacar que para transportar grandes volumes de carga, o transporte ferroviário apresenta um custo menor se comparado com o transporte rodoviário e outros tipos de modais. “Uma das vantagens está a economia que gera, só para se ter uma ideia, a tonelada do frete pelo transporte rodoviário está atualmente na faixa 275 reais, já o ferroviário via Rumo está cerca de 100 reais”, compara o prefeito.

Apesar de haver todo um movimento favorável a implantação do terminal ferroviário em Primavera do Leste, ainda não há a certeza que este se instalará em Primavera do Leste, porém tudo se desenvolve para que o projeto seja concretizado.

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Terminal Ferroviário em Rondonópolis

 

Dúvidas frequentes

Muitas são as dúvidas da população quanto a implantação do terminal ferroviário em Primavera do Leste, por isso, com a ajuda da Assessoria de Imprensa da prefeitura, separamos algumas perguntas respostas sobre a Rumo Logística e todo o investimento.

 

É uma empresa brasileira?

É a maior empresa ferroviária independente do pais, com mais 13 mil quilômetros de ferrovias, presente em nove estados (RS, PR, SC, SP, MS, MT, GO, MG e TO). A empresa pertence ao grupo Cosan, com sede em Piracicaba e está listada na bolsa de valores de SP e NY. O seu controlador e sócio-fundador é o brasileiro Rubens Ometto.

 

A empresa transporta carga própria?

Não! A empresa tem orgulho de ser a principal operadora ferroviária bandeira banca, transportando em 90% da sua malha os produtos da agroindústria brasileira.

Assim, quanto mais a produção agrícola industrial do Mato Grosso crescer, mais próxima a parceria da Rumo estará do mato-grossense. Pela ferrovia da empresa hoje é transportado grãos (milho, farelo e soja), fertilizantes, combustível e variados produtos por contêineres, desde de madeira em toras, até carne e algodão, produtos de higiene e limpeza, bebidas e eletrodomésticos.

 

Qual valor estimado do projeto em Mato Grosso? Tem dinheiro público?

O investimento do projeto é estimado em R$ 13 bilhões, com 100% de recursos privados. Um projeto privado inteiramente da empresa sem contrapartidas do poder público.

 

Estimativa básica de material utilizados?

Trilhos TR-68: 109.054 ton. Equivalentes a 11x a quantidade de ferro da Torre Eifel.

Terraplanagem: 319,26 metros cúbicos, volume suficiente para encher 2,285 vezes o Maracanã.

Brita para lastro 1.94 mm, volume de brita que cobriria o canteiro central da espanada até 6,5 mm de altura.

Bueiros: 54,30 quilômetros de extensão equivalente ao do euro túnel

Concreto: 1.049.120 metros cúbicos, equivalente a 13 vezes a ponte Octavio Freitas de Oliveira (ponte Estaiada) em São Paulo - SP

Dormente de concreto: 1.345.360 unidades que se alinhando ligariam São Paulo ao Rio nove vezes.

 

Tem algum empecilho ambiental?

Não. Toda extensão do traçado foi planejada para ter o menor impacto possível em todas as áreas protegidas, unidades de conservação, terra indígenas, comunidades quilombolas, áreas cársticas (cavernas), entre outros. Atende a legislação à risca e garante o estado na arte no que se refere a projetos ferroviários.

 

Quantas toneladas um trem é capaz de levar?

Um trem de 120 vagões, carrega cerca de 12 mil toneladas, o equivalente a mais de 210 caminhões bitrens. Considerando que todos os dias de 8 a 10 trens de grãos saem de Rondonópolis com destino ao Porto de Santos, são mais de 2.110 caminhões que deixam de rodar grandes distâncias.

 

O avanço da ferrovia diminui o número de caminhoneiros?

Não! Ao contrário, a ferrovia é um modal estático e jamais chegará na porta das fazendas e das indústrias. Com o ganho de eficiência logística, e a redução do custo do produto brasileiro, maior será o incentivo para o produtor rural aumentar sua produção.

Assim, quanto maior a produção, maior será a demanda por caminhões e maior será a demanda por ferrovias. A única diferença é que em vez do um caminhoneiro levar oito dias na estrada para fazer um frete, agora fará viagens mais curtas, de entorno cinco dias.

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