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Quarta-feira, 27 de Julho de 2022, 06h:30

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Prefeito volta a defender Primavera como cidade para abrigar terminal ferroviário

Conforme o Mapa apresentado os trilhos devem passar nas proximidades da Vila União


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Jaqueline Hatamoto

Na semana passada, a equipe comercial da Rumo Logística participou de uma reunião com produtores rurais de Primavera do Leste, onde foram apresentados o projeto de operação e os impactos da implantação do modal ferroviário na cidade.  A reunião aconteceu na sede do Sindicato Rural.  A Rumo planeja iniciar as obras de expansão da Malha Norte até Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, ainda neste ano. A ferrovia já está com os projetos de engenharia e a licença ambiental prévia prontos.

Durante a reunião, o prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin, voltou a defender Primavera do Leste para receber o terminal ferroviário. “Eu vejo a ferrovia como um agente transformador, que trará ainda mais desenvolvimento econômico e geração de emprego a região. Sempre defendi e vou continuar defendendo, que o melhor posicionamento para o terminal ferroviário é Primavera do Leste, no entroncamento Vila União, devido ao acesso rodoviário e por já ter o traçado aprovado. Primavera do Leste seria a melhor escolha”, frisou.

Além de discutir os benefícios da ferrovia, na oportunidade, a equipe comercial falou rapidamente sobre a desapropriação de áreas, que serão necessárias para a passagem dos trilhos.

As desapropriações de áreas por onde passarão os trilhos e como funcionará o pagamento, foram as principais dúvidas direcionadas pelos produtores à Rumo em dezembro, quando ocorreu uma Audiência Púbica. Durante a audiência, ao fazer uso da palavra, o prefeito de Primavera do Leste Leonardo Bortolin, disse que o poder público junto ao sindicato rural iria se reunir com produtores, para que a classe sofra menos com os impactos. “Nós vamos ajudar, estaremos junto ao sindicato. A ferrovia vai mudar o contexto histórico da economia da cidade, do desenvolvimento e do progresso. Junto ao sindicato e aos produtores, vamos promover diálogos. Essa situação me lembra muito a briga que havia na época da instalação do linhão de energia. Senão passasse por dentro das propriedades como iriamos sobreviver? A ferrovia vai acontecer e vamos procurar parceria junto aos produtores para que eles tenham menos impactos”, destacou Bortolin na época.

Conforme o Mapa apresentado pela prefeitura de Primavera do Leste, os trilhos devem passar nas proximidades da Vila União, passando por propriedade como a Fazenda Beira Rio, Cascavel, Família Radin, Cachoeirinha entre outras.

Já em Campo Verde, os trilhos devem passar a 10 quilômetros dos assentamentos Santo Antônio da Fartura e da região conhecida como Vale do São Vicente.

Em junho a Rumo anunciou a liberação da licença de instalação do primeiro trecho da Ferrovia Estadual Senador Vuolo, em Cuiabá. A primeira etapa da construção corresponde a 8,6 quilômetros da ferrovia e deve ligar Rondonópolis até Campo Verde. O destino final do empreendimento é a cidade de Lucas do Rio Verde.

 

IMPACTOS, TRAÇADO, PROJETO E BENEFÍCIOS

De acordo com o relatório apresentado pela Rumo, os municípios de Primavera do Leste e Campo Verde, estão inseridos na área de influência direta, assim como 16 municípios do estado. O que significa que todos os municípios devem sofrer algum tipo de influência, devido a instalação da ferrovia, a maioria deles de efeitos ambientais diretos decorrentes do empreendimento.

Também são considerados os impactos positivos diretos referentes a oferta de postos de trabalho e aumento da dinâmica econômica pela aquisição de bens e serviços locais.

Com custo total estimado acima de R$ 8 bilhões, ao longo de todo trecho, que terá extensão de 735 quilômetros, 431 propriedades deverão ser diretamente impactadas, o que significa que 650 propriedades podem sofrer interferência direta, ou seja, terão que ser desapropriadas.

Além disso, a RIMA traz um estudo completo tanto dos impactos que serão sentidos em todos os segmentos, bem como as medidas que serão tomadas para a compensação destes impactos, entre elas a geração de emprego e renda.

O empreendimento prevê obras complementares, que são os diversos serviços de apoio necessários à implantação da ferrovia e proteção da fauna silvestre, como trechos para passagem de fauna, passagem de gado, estradas de serviço, entre outras medidas. Também está prevista a recomposição de áreas degradadas.

De acordo com a Gerente de Gestão Integrada de Saúde, Meio Ambiente e Segurança dos Projetos de Expansão da empresa Rumo, Stefani Age, a proposta visa sustentabilidade, geração de renda para a região, desenvolvimento de empregos diretos e indiretos, e reflexos positivos para a população local.

A gerente da Rumo ressaltou ainda a dinâmica da economia que o projeto traz para a região, tendo contratação e capacitação da mão de obra local, geração de empregos diretos e indiretos, aumento do recolhimento dos impostos e uma opção mais barata de frete. O projeto influencia ainda na redução de acidentes rodoviários e na redução de emissão de CO2.

De acordo com a Gerente Executiva da Gestão Integrada de Saúde, Meio Ambiente e Segurança da Rumo, Renata Ramalho, outra vantagem é que haverá uma movimentação da economia, tanto na época de implantação da obra, quanto depois, na operação da ferrovia. “E um dos grandes benefícios é que a gente vai chegar com um transporte muito mais sustentável”.

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