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Sábado, 14 de Setembro de 2019, 11h:44

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Mesmo na seca, notificações de casos dengue não diminuem

Número continua a colocar Primavera em alerta para epidemia da doença


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Jaqueline Hatamoto

Em Primavera do Leste, o número de notificações de casos de Dengue, continuam a incomodar a Sala de Controle, montada para traçar estratégias para combater o vetor da doença que pode até matar. O motivo da preocupação é que apesar de não chover a aproximadamente quatro meses, o número de notificações não diminuiu. De acordo com o último Boletim Epidemiológico, referente de janeiro a agosto /2019, na cidade houveram 563 casos confirmados.

“Estamos preocupados que mesmo sem chover, há casos de dengue, como será quando começarem as chuvas, já que muitos ovos do mosquito ficam esperando uma gota de água para eclodirem”, explicou a secretária de Saúde Laura Kelly.

Segundo a secretária, muitos moradores têm reclamado da proliferação de mosquitos (pernilongos), e o fato, segundo levantamento apresentado, está diretamente ligado a locais que possuem fossas abertas e em localidades onde se tem esgotos sem ligação a rede pluvial. “Neste caso, a água entra, quando enche transborda, na época da seca fica um pouco de água dentro, e isso faz com que os mosquitos apareçam, mas já estamos estudando uma forma de resolver de vez a situação”, explicou o presidente da Sala de Controle, o coordenador da Defesa Civil Amarildo Martins.

Para tentar resolver os problemas da foças, representantes das Águas de Primavera foram convidados a participar de uma reunião, que ocorreu na quarta-feira (11), e solicitaram junto a representantes da secretaria de Saúde, um levantamento de casas que se encontram com o problema para poder traçar uma estratégia que possa ajudar a população.

“O levantamento será feito, porém, tem algumas medidas que já podem ser adotadas pela população, como por exemplo proteger o chamado suspiro da fossa, seja colocando uma garrafa pet, ou até mesmo uma tela, assim nada entra dentro da foça, e evitamos o acúmulo de mosquitos”, explicou a secretária.

A Câmara Municipal também está envolvida, e os representantes da Casa de Leis que também integram a Sala de Controle, Edna Machnic e Juarez da Loreta, se comprometeram em estudar as leis existentes para encontrarem uma saída que permita penalizar ainda mais quem insiste em manter água parada no quintal.

Outras medidas também serão tomadas, com o objetivo de eliminar criadouros e ovos do mosquito da dengue. Uma das medidas será a limpeza de calhas de todos os prédios em que se encontram aparelhos públicos, como postos de saúde, escolas entre outros. “Queremos que a população nos ajude e que também limpem suas calhas, o risco de epidemia não está descartado e nós podemos perder vidas para o mosquito”, frisou Kelly.

A preocupação está no fato de que um novo de tipo de dengue circula no país, que é tipo 2, em que pessoas infectadas por subtipos diferentes em um período de seis meses a três anos podem ter uma evolução para formas mais grave da doença.

 

OVOS FICAM ATÉ 450 DIAS AGUARDANDO ÁGUA

 

Para eliminar de vez os possíveis criadouros do mosquito da dengue, precisa muito mais que despejar a água parada ou dissipar a água empossada, é necessário eliminar de vez o criadouro, já que um ovo, antes de eclodir, pode ficar até 450 dias aguardando água novamente. “Os ovos são botados na parede dos criadouros e não na água, sendo assim o simples fato de despejar a água não elimina os ovos onde estão os mosquitos. Esses ovos conseguem permanecer na parede por até 450 dias, então se esse criadouro receber água novamente, eles continuam a se desenvolver e esse mosquito vai nascer”, explicou a bióloga que compõe a Secretaria de Saúde Estadual – escritório regional Rondonópolis, Márcia Veloso, que ainda destacou que o controle da doença se torna difícil, pois uma única fêmea do mosquito pode, durante trinta dias, botar até 1.500 ovos.

Diante de tantos ovos e inúmeras possibilidades de se contrair as doenças propagadas pelo vetor, a única saída é promover a limpeza e vigilância constante dos quintais.

 

CASOS DE DENGUE AUMENTAM QUASE 600% NO BRASIL EM 2019, APONTA MINISTÉRIO DA SAÚDE

Não é somente em Primavera do Leste que os casos de dengue têm aumentado, em todo o Brasil há registro do aumento da doença em quase 600%.

Dados do Boletim Epidemiológico divulgado na quarta-feira (11), pelo Ministério da Saúde, apontam o aumento de 599,5% no número de casos prováveis de dengue em 2019, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Durante as 34 semanas analisadas — de 30 de dezembro de 2018 e 24 de agosto deste ano — foram notificados 1.439.471 casos de dengue, contra 205.791 infecções registradas no mesmo período do ano anterior. A incidência média de dengue no Brasil é de 690,4 casos para cada 100 mil habitantes. Em 2018, a taxa era de 98,7.

 Grande parte dos casos de dengue deste ano foram causados pelo subtipo 2 da doença, que não circulava em escala nacional desde 2008. Quando somos infectados pela dengue, adquirimos imunidade permanente para aquele subtipo e imunidade temporária para os demais. Com a volta de um subtipo que não era visto há muito tempo e a baixa nos casos de dengue em 2017 e 2018, o número de pessoas suscetíveis à doença aumentou — explica a especialista, que completa: — Em 2016, tivemos muitos casos de zika e as consequências da doença (como a microcefalia em bebês de mães infectadas) geraram uma grande comoção nacional no combate do Aedes aegypti, que refletiu na queda da dengue nos últimos dois anos. O relaxamento na prevenção é outra hipótese para a explosão de casos.

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