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Terça-feira, 30 de Novembro de 2021, 06h:30

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Reforma do Símbolo Universal da Acessibilidade da Pessoa com Deficiência (PcD)

Já pensou sobre isso?


Imagem de Capa
Catherine Vecchi

Ah! Que doce maravilha seria nosso mundo perfeito, inclusivo, educativo, extremamente higiênico, onde ninguém passasse fome, ou comesse dos restos de sobras nos lixões à céu aberto, onde não houvesse aterros sanitários, que o saneamento básico chegasse a todas às casas, que a população cuidasse das suas composteiras orgânicas, que todos os edifícios públicos e privados além dos condomínios e residências, reciclassem perfeitamente os lixos nas coletas seletivas e que as Indústrias repensassem as embalagens, de forma verdadeiramente ecológicas e onde todas as edificações, fossem acessíveis para todos, com os serviços e sistemas funcionando sem qualquer erro humano ou tecnológico, pensando em todas as possibilidades para vivermos em harmonia, com uma população dotada de um senso de justiça aguçado, preciso e determinado, para que fossemos evoluídos num patamar onde não existissem mais vítimas, mais agressores, mais corrupção, mais atrocidades ao meio ambiente e  para que o ser humano pudesse viver uma vida absolutamente menos estressante e bem mais empolgante, sem as mazelas que encontramos tanto pelo mundo, e que conseguíssemos melhor utilizar de nossas telepatias, né?

A busca pela perfeição, é possível, por isso acertamos mais do que erramos, e quando erramos, tendemos a buscar a correção, senão a sociedade continuaria vivendo dentro da total barbaridade sem conhecer a diplomacia, porém ainda estamos em busca pela inserção de práticas lógicas, e a partir de ai, conseguimos já solucionar problemas que inicialmente parecem não serem tão graves se observadas do alto, somente quando apontamos o zoom em direção à população, começamos a perceber as severas implicações, que estimulam os mais diversos tipos de sentimentos no tratamento de uma pessoa para a outra. Entra aí no cenário a disputa, a competitividade, mentiras e intrigas propositais ou bem, partidas pela ignorância. Vamos lá, basta começar pensando que uma vida sem filosofia é uma vida tolhida de sentimentos e experiências completas, é uma vida que passa a ter características engessadas visíveis e invisíveis, e por vezes, uma pessoa que seja capaz, mas não tem compromisso com o pensamento crítico, para que possa constatar ou alterar uma ideia, um comportamento, uma conduta, uma crença, um serviço, um ambiente e até mesmo alguns tipos de acessibilidade, continuaremos a enfrentar problemas de exclusão ao invés da inclusão das pessoas no meio em que vivem e dessa forma, evitaríamos tantos ruídos de comunicação, constrangimentos, ameaças e intolerâncias.

 

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De fato, ao começar debruçar no entendimento da palavra desenho, percebe-se que entre formas, cores, linhas, pontos, obtém-se uma figura 2D, bidimensional, pois esses desenhos quando impressas nos papéis, nas placas, nos textos informativos, nos cartazes, esclarecem o que a mente pensou, o que a população vem observando ao longo dos tempos, o que funciona mais na prática para o bem-estar e acessos às pessoas, tanto servirá com o foco para as pessoas com alguma deficiência, quanto para outras pessoas que se beneficiarão com as boas práticas de acessibilidade, para que tudo flua bem. Por exemplo, rampas e banheiros adaptáveis para pessoas em cadeiras de rodas; detectores de gás e fumaças em edificações públicas, privadas e residenciais e placas informativas de locais insalubres para as pessoas que não sentem cheiro; pisos táteis e braile para as pessoas que não enxergam; e assim sucessivamente. Vamos relembrar algo muito importante que está dentro da Lei n.º13146/15 do Estatuto da Pessoa com deficiência, ok?! Art. 2º Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

Vou começar com uma analogia. Imagine você querendo comprar feijão, o anúncio é feijão, o pacote mostra feijão no rótulo, as especificações são de feijão, e você adquire o produto e quando abre, há cápsulas de café!! Ou seja, o produto não corresponde com o que está sendo anunciado, correto? Ironicamente, o Símbolo que soa para representar às pessoas com deficiência é infelizmente, PRECONCEITUOSO, pois notavelmente legitima apenas as pessoas com deficiência física e sensorial (tato), os cadeirantes. A Representação do cadeirante NÃO REPRESENTA TODAS AS PESSOAS COM DEFICÊNCIA, a representação é direcionada somente ao nicho de uma deficiência. Gera uma série de conflitos nas ruas, nas filas, nas vagas de estacionamento, para adquirir seus direitos que estão lá, listadas dentro da Lei n. º 13146/15.

Se pararmos também para analisar, o símbolo é totalmente robótico, saindo do contexto da humanização, que todos merecem por respeito e dignidade e foi criado em 1968. Já o símbolo que a ONU (Organização das Nações Unidas) criaram, tentando derrubar o símbolo de cadeirante robótico, soa muito robótico também e pior ainda, de cunho infantil, recaindo no erro que todas as pessoas com algum tipo de deficiência parecem não ter habilidades, argumentos e atitudes de adultos e foi criado em 2015. Ambos os símbolos não representam o que deveriam representar, que é de fato, quando alguém tem uma deficiência, uma incapacidade, uma limitação. E a verdadeira representação é quando um símbolo é neutro ou imparcial, quando inclui, quando educa, humaniza e fideliza o conteúdo, e não a forma!

 

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Para que uma Campanha tenha valor em sua comercialização e conscientização nacional e mundial, deve-se valer do apoio do que de fato funciona. Ou bem, assim deveria ser, verdade? A imparcialidade, neste caso, deveria ser a BALANÇA soberana, pois está lidando com amplos tipos de pessoas com deficiências, que já é bastante complicado. Contanto que não altere o significado próprio, e agregando valor à causa que se respeita, humanizando tratamento de cordialidade na teoria e na prática e no poder da inclusão social. A representação de um símbolo honesto, é sem dúvida, algo que todas as pessoas com deficiência se sintam representadas nele, sendo assim, partindo do princípio que a palavra ‘Deficiência’ se inicia com a letra ‘D’, tal qual se inicia com a letra ‘D’ no idioma universal, na língua inglesa, sua escrita fica dessa forma “DISABLED PEOPLE”, rápido, fácil, acessível e claro, sem qualquer ofensa individual e alheia. Apoiando-me também neste argumento, foi libertador constatar a representação da letra ‘D’ para o Novo Símbolo Universal da Acessibilidade das Pessoas com deficiência (PcD). Lembrando que não há escala nem monopólio da dor, não há deficiência pior ou menos ruim que outra, há a deficiência, há um ser humano que merece acima de tudo respeito e ser incluído de forma igualitária aos demais.

 

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Eu sou Catherine Vecchi, paranaense, ítalo-brasileira, modelo internacional, entusiasta da vida e das mudanças coletivas, para o bem que favoreça a todos. Antes de qualquer coisa, somos humanos, e é com este olhar de cumplicidade que devemos estar atentos às nossas causas e às causas da legitimidade dos demais, para que consigamos uma sociedade aberta ao diálogo e socialização, com princípios básicos e fundamentais, e o mínimo deve ser equivalente ao máximo, por isso, devemos conhecer nossos direitos e lutar por eles. Faço o convite para que você acesse o site https://www.catherinevecchi.com.br/vote e leia essa proposta e vote, o cunho é para fazer você pensar comigo e estimular os demais a refletirem acerca do tema e contribuírem com o voto, fazendo valer o apoio de uma união coletiva e que funcione. A proposta é para arrecadar o máximo de pessoas conscientes, e depois serão apresentadas às pastas dos Ministérios: Público/Desenvolvimento Social/Educação/Da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos/Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência/Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos/ONU.

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