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Quarta-feira, 28 de Agosto de 2019, 07h:00

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Qual a diferença entre alegria e felicidade?

Alegria e felicidade são palavras diferentes, pois felicidade é um sentimento


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Beatriz G. Rufato

Muitas pessoas, sábios, estudiosos, religiosos e pesquisadores, refletiram sobre o sentido da alegria e da felicidade e já foi dito, por uma grande maioria, que elas são resultados do sentimento de bem estar e da paz interior. Felicidade e alegria são algumas das palavras mais desejadas por nós seres humanos. Mas, pensando sobre elas, questionei: qual o verdadeiro significado de ambas? Existe alguma diferença entre felicidade e alegria?

Ao pesquisar sobre ambas as palavras e seus significados constatei que Felicidade refere-se a um estado de espírito interno que independe do que acontece à nossa volta, pois podemos ser felizes mesmo quando estamos tristes, pois a tristeza é causada pelo que acontece, enquanto que a felicidade está dentro de nós, pelo fato de estarmos vivos e usufruindo – do jeito que for possível – a vida. A tristeza é provisória e a felicidade é permanente e, certamente, possível para todos nós. Ser feliz é um aprendizado. Para mim, o objetivo mais importante de uma terapia – e também das coisas que escrevo – é ajudar as pessoas a se encontrarem com a sua felicidade. Assim, podemos dizer que a diferença entre felicidade e alegria é instrutiva.

Alegria e felicidade são palavras diferentes, pois felicidade é um sentimento... Já alegria é uma emoção. Felicidade é um sentimento, que não depende do momento, porque vive no interior da alma, que pode ser agitada ou calma! Alegria é uma emoção momentânea, que sempre é viva e espontânea!

James C. Hunter também comenta sobre a diferença entre alegria e felicidade. Para ele, a “Felicidade é baseada em acontecimentos (...) Alegria é um sentimento muito mais profundo, que não depende de circunstâncias externas (...) Alegria é a satisfação interior, é a convicção de saber que você está verdadeiramente em sintonia com os princípios profundos e permanentes da vida.” Quando as pessoas falam que estão alegres hoje, pode-se substituir a palavra por “felizes”. A pseudo-alegria humana atualmente é baseada em conquistas, em ganhos... “Estou feliz porque comprei um novo carro, comprei minha casa própria, estou com saúde...” E as coisas profundas e permanentes?

Temos nos envolvido na correria diária, querendo alcançar os outros, que a nosso ver estão a anos luz de distância, só por realização pessoal e sucesso econômico. Esta correria sem fundamentos, sem significado, nos tem cegado ante as coisas realmente importantes da vida. Vivemos distante de nossos filhos, longe do convívio familiar, da vida em fraternidade. Diante desta realidade que vivemos é preciso parar e refletir, pois a verdadeira alegria emana da busca de viver intensamente a vida e não a superficialidade.

É essencial também pensarmos sobre o sentido da palavra “intensamente” neste contexto, pois logo a interpretamos de forma pejorativa, como fazer tudo que temos vontade, viver a liberdade exacerbadamente, sem pensar nas consequências. Esse é o grande problema, pensar que a felicidade está no imediatismo, na superficialidade e numa aparente realização instantânea. Certamente esse é o grande engano, pois apesar da felicidade relacionar-se a liberdade, viver a liberdade significa antes de tudo ter responsabilidade; ou seja, fazer o que quero, mas ter a consciência de que minhas ações podem ser exemplos para os demais.

 

Beatriz Rufato

Psicóloga

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