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Terça-feira, 21 de Junho de 2022, 06h:30

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MINIMALISMO - A arte de viver com pouco

Não existem regras definidas e nenhum modelo específico para alguém se tornar um minimalista, no entanto, especialistas indicam alguns caminhos que podem levar ou servir de ponto de partida para os interessados neste novo estilo de vida.


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Ernesto de Sousa Ferraz Neto

Neste momento de pandemia, o minimalismo vem ganhando muita popularidade e se tornado um estilo de vida para a maioria das pessoas, sobretudo porque abrem mão de uma séria de coisas, consideradas inúteis.

Mas o que é mesmo minimalismo? O termo pode ser compreendido como a eliminação de coisas inúteis e deixando apenas o essencial. Lembrando que, quanto menos coisas em casa pode significar um lugar mais organizado, em razão da liberação do espaço físico e das múltiplas possibilidades que o ato permite. 

Há quem afirme que minimalismo “é um estilo de vida ou uma preferência estética”. Trata-se na verdade de uma ferramenta que contribui bastante para o desapego e para alguém se livrar de coisas em excesso. Diz respeito ainda à liberdade individual, à realização pessoal e, principalmente à felicidade. 

Muitas vezes as conquistas materiais podem não ser o importante para as nossas vidas. Embora a maioria dessas conquistas pode ser descartada sem causar maiores danos. E descartá-las pode significar um ganho em vários sentidos. Procure deixar apenas o que realmente é fundamental e suficiente para viver com tranquilidade e que não ocupe muito espaço, deixando o ambiente com uma visão agradável.

Não existem regras definidas e nenhum modelo específico para alguém se tornar um minimalista, no entanto, especialistas indicam alguns caminhos que podem levar ou servir de ponto de partida para os interessados neste novo estilo de vida.

Este conceito requer a liquidação, se possível, de todas as dívidas em excesso, principalmente para aqueles que usam o limite de cheque especial como parte do salário, valor disponibilizado pelos bancos não pode fazer parte do seu rendimento. O uso excessivo do cheque especial pode levar a pessoa a pagar juros altos.

Outra ideia é reduzir as idas aos shoppings. Nestes ambientes as promoções são tentadoras e podem contribuir para gastos não previstos e comprometer o orçamento mensal. Sabe-se que algumas promoções ultrapassam os 50% de descontos e as longas parcelas podem ser outro atrativo para o excesso de gastos.

Deixar de adquirir coisas supérfluas é outra forma de equilibrar as financias, e evitar contas impagáveis ao final do mês, evitando aquisição de futilidades domésticas. O resultado disso é obter um local limpo e organização.

O ideal mesmo é restringir ao máximo tudo aquilo que, muitas vezes, é usado apenas uma vez, como coisas para o lar ou até mesmo alguma peça de roupa. 

Quando o minimalismo é aplicado às questões financeiras, com eliminação de determinados gastos, percebe-se certo alívio em reduzir valores que antes eram pagos sem muita necessidade, mas mantendo aqueles realmente essenciais. 

No entanto, tais mudanças não são fáceis em um mundo de consumismo, sobretudo, quando essas mudanças envolvem bens materiais, ou coisas que talvez jamais se vá usar pela segunda vez. No entanto não significa que a pessoa vá viver miseravelmente e sem nenhum conforto. Não quer dizer que alguém necessite abrir mão de tudo, das coisas boas e confortáveis, mas apenas daquilo que realmente não tenha grande necessidade. E as manifestações ocorrem de forma diferente de acordo com o entendimento de cada pessoa. 

Basicamente consiste em eliminar quantidades. Lembrando que quando identificamos aquilo que não é necessário à nossa vida, passa-se a ter mais consciência de que a sua falta não nos levará ao medo, à angústia e tão pouco ao sentimento de culpa pela sua falta.

Pratique essa ideia, eliminado coisas que podem juntar poeira e até causar certos desconfortos, um exemplo disso é deixar de usar o relógio de pulso, já que o celular pode informar as horas.

O mais importante é perceber que o minimalismo pode contribuir por uma vida simples, com poucas coisas, usando o mínimo necessário de coisas sem muito desperdício e não se limitando apenas aos objetos materiais, mas também de todos os excessos que nos tornam escravos deles, como por exemplo, a redução de atividades que nos toma grande parte do dia. E aprender a dizer “não” faz parte desse processo.

Como grande exemplo de minimalista, tem-se Steve Jobs, que mantinha diversos conjuntos da mesma roupa em seu armário. Dessa forma, ele economizava tempo na hora de escolher o que usar.

 

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