REFLEXÃO /

Segunda-feira, 02 de Setembro de 2019, 07h:00

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Lembranças da infância

Tais lembranças marcaram toda uma geração, e resta apenas uma grande nostalgia nos dias atuais


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Ernesto de Sousa Ferraz Neto

As melhores lembranças que se pode ter são aquelas da época da nossa infância. E neste período que guardamos as melhores recordações relacionadas às brincadeiras, às aventuras e aos desafios, ainda que pequenos.

O fato de brincar fazia com que não percebíamos o tempo passar, e através das brincadeiras aprendíamos à medida que nos divertíamos. Em geral, as brincadeiras aconteciam em frente as nossas casas e naquela época não havia tantos jogos que nos distanciam; o computador que nos alienam e as drogas que a tantos viciam.

As brincadeiras eram inocentes; brincava-se de rodas, pega-pega, esconde-esconde, soltar pipas, jogar bola de gude, entre tantas outras! Através de práticas inofensivas.

As maiores aventuras aconteciam com as idas aos rios da redondeza, fazia sol ou debaixo de chuvas, lá estavam todos.

Existiam ainda as rodas de conversa que geralmente aconteciam à noite, quando nós nos reuníamos com a família e alguns poucos amigos mais próximos.

Tenho saudades daqueles tempos em que tomar um sorvete/refrigerante ou comprar um doce era coisa rara, e raro, era o sofrimento que sentíamos com a falta de educação (de um modo geral), de saúde (de muitos) e da segurança (de todos).

Sinto falta também da simplicidade das pessoas naquela época; e daquele cumprimento pela manhã daqueles que passavam pelas ruas e do prazer que todos demonstravam quando se encontrava nos lugares mais inusitados, como praças e igrejas. 

Da mesma forma, recordo-me com saudades da pacata vida que tínhamos em relação à nossa alimentação (simples), à moradia (muitas vezes precária) e da escola (distante de casa), quando todas as coisas eram mais simples e sem as barreiras e dificuldades existentes na atualidade, sem mencionar o perigo da violência que nos impedem de sair.

Tais lembranças marcaram toda uma geração, e resta apenas uma grande nostalgia nos dias atuais. Era um período onde se valorizava o conhecimento como a principal ferramenta para a vida. Lembrando que os maiores valores de uma pessoa é sempre o respeito; e a honestidade, a sua maior virtude.

 

Ernesto de Sousa Ferraz Neto

formado em Direito e Letras

Professor na Rede Pública do Estado de MT                 

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