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Segunda-feira, 18 de Outubro de 2021, 06h:30

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Engenheiro agrônomo: O Futuro chegou!

Somos uma força de trabalho de mais de 800 profissionais atuando na região da grande Primavera


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Clóvis Albuquerque

No dia 12 de outubro é comemorado o dia do engenheiro agrônomo, profissional de extrema importância para o setor produtivo. Para falar sobre a profissão, convidamos o engenheiro agrônomo e diretor para assuntos técnicos da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Primavera do Leste – AEAPL, Clóvis do Lago Albuquerque, que destacou a importância da profissão.

O setor agropecuário possui um papel estratégico para o Brasil: o país tem a terceira maior produção agrícola do mundo, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos, sendo capaz de abastecer o consumo interno e ainda garantir ao Brasil o título de maior exportador do mundo.

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Clóvis do Lago Albuquerque

 

Entre os principais responsáveis pela balança comercial favorável ao agronegócio brasileiro estão a soja, o leite, a carne bovina, a de porco, o frango e as frutas, como a laranja. Essas e outras commodities são capazes de aumentar a receita comercial brasileira e colocar o país entre os principais players do mercado internacional.

Mas, para que isso aconteça, existe um profissional que é fundamental no sucesso da agricultura: o Engenheiro Agrônomo. É ele quem cuida do manejo de diferentes culturas e consegue planejar o cultivo de forma a garantir uma produção otimizada, indicando tecnologias e conhecimentos cientificamente embasados para a eficiência da atividade agrícola e sua sustentabilidade.

 

A PROFISSÃO

Embora a agricultura date de milênios, a agronomia como campo de saber científico é recente. (Fonte: Shutterstock)

Agronomia, que é derivado do grego “Agros” e “nomos” que significa campo e manejo, estuda os problemas físicos, químicos e biológicos que são causados pela prática agrícola. A agricultura é uma atividade que conta com cerca de 10 mil anos, mas seu desenvolvimento como um campo de conhecimento disciplinar (com métodos científicos) é recente. A primeira escola de agronomia foi criada em 1802, na Alemanha, por Albrecht Daniel Thaer. Outro marco importante foi a criação, em 1848, do Instituto Nacional Agronômico de Versailles, na França.

A disciplina chegou no Brasil no fim do século 19. Aqui, a primeira escola de agronomia foi fundada em 1875 em São Bento das Lajes, na Bahia, e tinha por objetivo a formação de mão de obra especializada para o cultivo da lavoura no país, que começava a receber os primeiros imigrantes europeus para trabalhar no campo.

Pelotas foi a segunda cidade do país a contar com uma escola agronômica, que hoje é ligada à Universidade Federal de Pelotas. Em 1901, a ESALQ - Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz dava seus primeiros passos em Piracicaba-SP.

Já na década de 70 novas escolas surgiram como a Escola Superior de Agronomia de Bandeirantes, Paraná, que em 1973 passa a se chamar Fundação Faculdade de Agronomia Luiz Meneghel – FFALM, em homenagem ao grande incentivador à criação do curso, juntamente com a Família Zambom, doaram 150 ha ou 62 alqueires paulistas à faculdade para desenvolver pesquisas e estudos, hoje está inserida na UENP – Universidade Estadual do Norte do Paraná. E tantas outras boas escolas surgiram pela necessidade da vocação agrícola do país.

Em 1933, foi o gaúcho Presidente Getúlio Vargas quem formalizou a ocupação no Brasil, ele previu a criação de conselhos que normatizaram e fomentaram a execução da profissão. Isso foi fundamental para o Brasil ser o que é hoje.

Em 1966, sob o governo Costa e Silva, a profissão passou a ser normatizada também pela Lei Federal 5.194/66. Ela prevê, por exemplo, que o termo correto para designar a ocupação não é “Agrônomo”, mas sim “Engenheiro Agrônomo”. E comemora-se o Dia do Engenheiro Agrônomo em 12 de outubro, data em que Vargas criou os conselhos em 1933.

 

IMPORTÂNCIA

Graças ao conhecimento do engenheiro agrônomo, tecnologias como irrigação e drenagem, e também simples como estufas puderam potencializar a produção de propriedades rurais.

Diante da competitividade do agronegócio internacional, o engenheiro agrônomo se tornou fundamental. Além de cuidar do manejo das culturas de uma propriedade, desde o planejamento até a finalização da venda da produção, ele é capaz de agregar valor à prática agrícola ao considerar o desenvolvimento sustentável com ciência e tecnologias específicas.

Isso é especialmente relevante no caso do Brasil, que possui extensão continental e combina clima tropical com outros mais temperados. Ambos os ambientes colocam desafios específicos à produção: se as plantações do Sul sofrem com geadas, as lavouras do Centro-Oeste poderão estar mais suscetíveis à seca, ou à excesso de chuvas, a doenças e a insetos, por exemplo.

Foi graças ao desenvolvimento e ao manejo correto de uma série de técnicas agrícolas, como o plantio direto na palha por exemplo, que chegaram aos produtores a partir de uma política consistente de extensão rural, que o Brasil foi capaz de passar de uma agricultura de subsistência para uma empresarial, caracterizada pelo emprego de alta tecnologia, uso eficiente de insumos (irrigação, adubos, defensivos químicos e biológicos etc.) e alta produtividade.

Essa é uma mudança de estratégia importante que mostra a relação direta entre o engenheiro agrônomo e o desenvolvimento socioeconômico do país, seja quanto à soberania alimentar brasileira ou à possibilidade da melhoria da balança comercial do país.

Na resolução 184 de 29 de agosto de 1969, o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CREA, estabelece as atribuições do engenheiro agrônomo (Tabela 1), e em 2005, por meio da decisão normativa 77, de 24 de agosto, o Confea define as atribuições destes profissionais nas áreas de inventário florestal, manejo florestal, plano de corte, reflorestamento.

 

ABAIXO ENUMERO AS ATRIBUIÇÕES DO ENGENHEIRO-AGRÔNOMO:

1.  Engenharia Rural, compreendendo:

- Topografia e fotointerpretação;

- Atividades aplicadas para fins agrícolas de hidrologia, irrigação, drenagem e açudagem;

- Instalações elétricas de baixa tensão, para fins rurais;

- Construções de moradias rurais, para fins agropecuários e de estradas exclusivamente de interesse agrário;

2.  Defesa sanitária, compreendendo a formulação, fabricação, manipulação, controle e orientação técnica de aplicação de defensivos e biológicos no campo agropecuário;

3. Mecanização agrícola, compreendendo pesquisa, indicação do emprego de tratores, máquinas agrícolas e implementos;

4.  Pesquisa, introdução, seleção, melhoria e multiplicação de matrizes, sementes, mudas, reprodutores e outros materiais básicos de reprodução vegetal ou animal, bem como sua utilização na agropecuária e agroindústria;

5.  Padronização, conservação, armazenagem, classificação, abastecimento, distribuição de produtos agropecuários e agroindustriais;

6.  Execução de Parques e Jardins;

7.  Floricultura e fruticultura;

8.  Florestamento, reflorestamento e manejo de florestas; exploração e utilização de florestas e produtos florestais, indústrias florestais;

9.  Genética animal e vegetal;

10.  Conservação, exploração e renovação de recursos naturais, para fins agropecuários e agroindustriais;

11.  Uso, levantamento, classificação, capacidade de uso, redistribuição, conservação, fertilidade, análise física, mecânica, biológica e química do solo;

12.  Formulação, manipulação, controle e orientação técnica da aplicação de fertilizantes e corretivos do solo;

13.  Tecnologia dos alimentos humanos e animais;

14.  Agroindústria do açúcar, amido, óleo e laticínios;

15.  Agrostologia, bromatologia e nutrição animal;

16.  Estatística e experimentação agropecuária;

17.  Apicultura e sericicultura;

18.  Fitotecnia;

19. Zootecnia;

20.  Zimotecnia;

21.  Industrialização do álcool, vinhos, destilados e subprodutos;

22.  Entomologia, fitopatologia e microbiologia;

23.  Meteorologia, ecologia e climatologia;

24.  Extensão e estatística rurais;

25.  Colonização rural e reforma agrária;

26.  Promoção e divulgação técnica de assuntos agropecuários e agroindustriais;

27.  Economia e administração rurais;

28.  Assuntos de engenharia agronômica legal, compreendendo vistorias, perícias, avaliações, arbitramentos e laudos respectivos;

Com a criação dos conselhos os primeiros registros de engenheiros agrônomos datam de 1942 nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Registros de engenheiros agrônomos junto aos conselhos regionais

Atualmente estão registrados no CREA mais de 100.000 engenheiros agrônomos distribuídos em todos os estados do Brasil.

Com isso, o exercício da profissão de engenheiro agrônomo passa a ser fiscalizada pelo conselho regional (CREA), no qual estipula normas para exercer as atribuições no âmbito da competência profissional. Um bom exemplo que pode ser abordado é o da exigência do receituário agronômico para a venda dos defensivos agrícolas (denominado na legislação brasileira de agrotóxicos), na qual o profissional capacitado e legalmente habilitado prescreve e orienta tecnicamente o seu uso, responsabilizando pela aplicação do produto, por meio do uso correto garantindo a segurança da saúde pública.

Em Primavera do Leste, a categoria conta com uma organização em Associação - AEAPL, que permite ao Engenheiro Agrônomo integrar-se profissionalmente e que oferece conforto para o convívio social, desfrutar de acomodações para suas reuniões, para o lazer, recreação, esportivas e atividades festivas comerciais e/ou familiares. Somos uma força de trabalho de mais de 800 profissionais atuando na região da grande Primavera.

Os profissionais da Agronomia são muito eficientes ao adquirir e transferir tecnologia ao setor agrícola do país. Contribuíram para transformar o conceito improdutivo do Cerrado, numa “matriz produtiva verde”. Contemporâneo da “revolução verde” que junto com os produtores rurais realizam eficientemente a produção de alimentos saudáveis, construindo a segurança alimentar do Brasil.

Fazendo uma breve avaliação da necessidade do profissional para as várias ocupações que necessitam do Engenheiro Agrônomo, é certo e crescente que o mercado de trabalho continuará demandando e ficará aquecido por vários anos ainda.

Para essa data a Diretoria da AEAPL - Associação dos Engenheiros Agrônomos de Primavera de Leste, parabeniza a todos esses profissionais.

Consultas: Scielo, Compre Rural, Agrosaber, Agricultura Sustentável, CSAS – Conselho Científico Agrosustentável PhD Décio Karam – Embrapa milho e Sorgo.

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