REFLEXÃO /

Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2020, 07h:00

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Empatia

É um processo bastante comum, onde pessoas passam a se ajudarem mutuamente. Por essa razão, diz-se que a pessoa empática é também altruísta, isto é, demonstra ter carinho e preocupação com o próximo


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Ernesto de Sousa Ferraz Neto

A palavra empatia tem a sua origem no idioma grego empatheia, expressão que significa “paixão”. O termo empatia dá uma ideia de comunicação afetiva com as pessoas próximas, está centrado na compreensão de outros indivíduos.

 

A empatia consiste em perceber os sentimentos e as emoções do outro, e muitas vezes, a pessoa se coloca no lugar da outra pessoa e sente a mesma dor vivenciada. Isto se dá em razão da nossa capacidade psicológica de sentir e experimentar o que sente o outro. Trata-se de algo objetivo e racional.

É um processo bastante comum, onde pessoas passam a se ajudarem mutuamente. Por essa razão, diz-se que a pessoa empática é também altruísta, isto é, demonstra ter carinho e preocupação com o próximo.

Assim, a empatia é a capacidade de ajudar. Sobretudo, quando alguém se coloca no lugar do outro, sentindo a sua dor e trazendo para si o sofrimento alheio. Esta capacidade se desenvolve porque o sofrimento e a dor alheia são encarados como se fossem a própria dor daquele que está próximo.

Compreender melhor o comportamento alheio, em determinadas circunstâncias, requer envolvimento com o outro, ao ponto da pessoa tomar decisões e atitudes que talvez nunca tenha experimentado antes.

Ser empático é também saber ouvir o próximo e trazer para si suas dificuldades e seus problemas, esforçando-se para solucioná-los como se fossem seus.  

Trata-se de um procedimento que envolve as emoções, o que significa maior envolvimento e comprometimento com a dor do outro. Significa ainda ter uma identificação imediata e uma satisfação em prestar ajuda. Diz-se que neste caso que houve compatibilidade.

No entanto, para ser empático, ou para que ocorra a empatia é fundamental a ausência de egoísmo. Os medos e os preconceitos não devem existir nesse processo, pois são ideias antagônicas à empatia.

Neste caso, é necessário quebrar algumas barreiras, principalmente aquelas que envolvem os próprios sentimentos, e consiga executar a tarefa de estar no lugar do outro, focar sua atenção nos problemas em seus problemas, e buscar amenizá-los ou resolvê-los.     

É bastante comum ocorrer a empatia em todos os segmentos de uma sociedade, aliás, ela acontece em qualquer tipo de relacionamento humano e até mesmo fora das nossas relações, através de pessoas completamente desconhecidas. 

No entanto, são nas relações familiares, no círculo de amizade, no ambiente de trabalho que ela mais se intensifica, em razão da proximidade que há e do sentimento existente nesses grupos de pessoas.

A empatia, além de ajudar a diminuir a dor, ela e evita possíveis conflitos. Trata-se de um sentimento que pode ser facilmente praticado, e um dos exercícios recomendado, é o treinamento através de um olhar de afeto sobre as necessidades da outra pessoa.

 

Ernesto de Sousa Ferraz Neto

Professor na Rede Pública do Estado de Mato Grosso

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