REFLEXÃO /

Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2019, 07h:00

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Convívio Social

A convivência é responsável pela socialização do ser humano, desde os primeiros anos de vida, mesmo diante dos momentos de altos e baixos nas relações interpessoais


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Ernesto de Sousa Ferraz Neto

Existe uma grande e constante necessidade do homem viver em sociedade. E isto inclui todas as fases da sua vida. A necessidade do convívio em grupo e de relacionar-se com as demais pessoas é fundamental para o desenvolvimento de qualquer ser humano, considerando os benefícios dessa convivência para o bem-estar físico e psicológico.  

Estar em companhia com outras pessoas é essencial para o crescimento pessoal, uma vez que facilita a comunicação e permite dialogar com o próximo e muitas vezes buscar, através do diálogo, uma solução para os pequenos conflitos, considerando que a convivência em determinado grupo potencializa inúmeras oportunidades de ampliação dos horizontes, e pode até receber algum tipo de consolo naqueles momentos mais difíceis. Mas nem sempre a convivência é algo simples e isto requer tolerância.

Por essas razões, conviver em determinados grupos de pessoas pode demandar um pouco mais de esforço pessoal e determinação. Isto porque nem sempre as pessoas estão dispostas em permitir ou deixar-se permitir a proximidade de alguém que não seja bem-vinda.

Aceitar o posicionamento do outro requer ainda ponderação, sem esquecer que a empatia é essencial para compreender o próximo.

A convivência é responsável pela socialização do ser humano, desde os primeiros anos de vida, mesmo diante dos momentos de altos e baixos nas relações interpessoais, as pessoas necessitam do contato com outros para que ambos possam viver bem.

Construir os laços sociais tem início ainda na primeira fase da infância, no momento em que mãe e filho passam a estabelecer os primeiros vínculos sociais. Na sequência, essas relações passam por novas etapas, com a construção de outras redes nas relações humanas, que vão desde o ambiente escolar, passando pelos grupos de amigos, pela relação amorosa até chegar à terceira idade.

Nessas fases de aprendizado cotidiano, existem momentos de alegrias que se alternam com pequenas discussões, as quais podem abalar relacionamentos dentro do grupo familiar, e até mesmo entre os amigos.

O fato de conviver coletivamente sempre foi um desafio no sentido de buscar harmonia nas relações humanas, equilibrando os pontos controversos e compartilhando as diferentes visões do mundo.

Mas é a satisfação pessoal das relações interpessoais que é determinante para o bem-estar, uma vez que ela permeia toda a vida humana durante as múltiplas fases da vida.

É importante frisar que a criança que convive em um ambiente saudável, terá mais chance de se tornar um adulto melhor na fase adulta.

Se por um lado, a solidão pode adoecer pessoas; por outro, os encontros só enriquecem e somente nos fazem bem. Nada com uma roda de conversa para aproximar pessoas e fortalecer os laços de amizades.

 

Ernesto de Sousa Ferraz Neto 

professor na Rede Pública do Estado de Mato Grosso

 

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